1 – SABEDORIA
- A Igreja é um lugar onde senhores que nunca estiveram no Céu dizem maravilhas a respeito dele para pessoas que nunca irão para lá. (H. L. Mencken)
- Sabemos que a lei é boa se alguém dela se utiliza de modo legítimo. (Timóteo 1:8)
- Muito poucos de nós somos aquilo que parecemos ser. (Agatha Christie)
- O tempo é o melhor assassino. (idem)
- O amor de uma mãe por seu filho não se compara a nada no mundo. Não conhece lei, nem piedade. Ousa tudo e esmaga impiedosamente tudo o que se interpõe em seu caminho. (idem)
- Certamente por tudo que você ama, você tem que pagar um preço. (idem)
- Para chegar aonde você deve chegar, escolha as ruas por onde não sopre o gelado vento do norte. Mas só as ruas que conduzem a esse lugar são varridas pelo gelado vento do norte. (Julio Ramón Ribeyro)
- Mais vale um homem em casa do que dois na rua. (Mae West)
- “Serviço de quarto 24 horas”. Geralmente é o tempo que o sanduíche leva para chegar ao apartamento. (Fran Lebowitz)
- Adoro a humanidade. O que não suporto são pessoas. (Charles Schultz)
- Se o homem tivesse criado o homem, teria vergonha da sua obra. (Mark Twain)
- Nenhum homem é rico o bastante para comprar seu passado. (Oscar Wilde)
- A velhice é a própria paródia da vida. (Simone de Beauvoir)
- Você sabe que está ficando velho quando as velas começam a custar mais caro do que o bolo. (Bob Hope)
- A meia idade é aquela em que, não importa para onde você estiver indo, você colocará um suéter na mala. (Don Marquis)
- Idealista é alguém que, ao perceber que uma rosa cheira melhor do que um repolho, conclui que ela também dará uma sopa melhor. (H. L Mencken)
- Uma ideia não é responsável pelas pessoas que acreditam nela. (Don Marquis)
- A ignorância é o nosso grande patrimônio nacional. (Paulo Francis)
AS QUATRO ESTAÇÕES

São 4 as estações do ano. A natureza muda e com ela, logicamente, mudamos nós. Temos a felicidade dos movimentos e a tristeza de às vezes, durante determinada estação, não realizarmos o que deveria ser total para alimentarmos nossas almas.
Nesse momento, passo pela estação onde sonhos, procuras, realizações e pequenas tristezas se derramam dentro de mim. Sinto as coisas da vida e tento compreendê-las sem maldade. Procuro no mundo do pensamento o equilíbrio sem perguntas e respostas.
Tento superar as coisas sem magoar o universo dos meus medos e inseguranças diante da vida. Procuro o pouco que me faça feliz e uma pequena parcela da paz que utopicamente desejo Saio pelo mundo procurando mais que oferecendo e, nessa busca, vou alimentando essa linda e frágil arte de viver.
(PAULINHO PEDRA AZUL)
VIDA DE RICO

Sentado à beira do laguinho dos sapos, olhando o irrigador que rega a varando dos trevos, ouvindo vir das arcadas os acordes da quarta sinfonia de Schumann, sabendo que cada objeto que me rodeia é precioso – seja cinzeiro, luminária, banquinho ou livro -, o objeto sonhado, buscado e encontrado, bebo em goles lentíssimos em Chianti clássico, Antinori 1963, e com ele a dolce vita do descanso e da abundância.
Que mundo fantástico, o dos ricos! Eles dispõem não só do tempo, mas também do espaço. Na casa onde fomos convidados desfrutamos, em vários quilômetros ao redor, de todo o sol, de todas as colinas, de todo o silêncio, de toda a placidez, de todas as flores e de todos os frutos.
As hostes dos pobres emergentes e tenazes, que neste momento transpiram nos vinte metros quadrados de um pedaço de cidade tórrida e suma, só nos alcançarão dentro de várias gerações, quando esta mansão for uma ruína e tiveram que construir outra com seus escombros.
(JULIO RAMÓN RIBEYRO)
VIDA DE POBRE

O ditado popular diz que devemos ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Fiz os três, mas o último quesito deixou a desejar. Talvez a semente fosse de procedência duvidosa, na árvore só nasce boleto, ao invés de fruta. Todo mês eu colho todos, levo-os ao banco e, cinco dias depois, começam a nascer novamente. Nunca usei adubo e nem água, mas têm vigor que resiste a tudo.
(FRANCISCO FRANÇA)
A HISTÓRIA ANDA EM CÍRCULOS

Talvez devido a admiração de muitos cidadãos pelos nazistas e fascistas, os Estados Unidos ainda não haviam decidido sobre qual lado apoiariam na Segunda Guerra quando Charles Chaplin fez o Grande Ditador, a história de um barbeiro judeu, evidente sátira a Hitler. No filme, o barbeiro é preso, solto e, como era muito parecido com o ditador, foi confundido com ele. Instado a falar ao povo, fez um veemente discurso com enredo oposto ao esperado do governante, que ficou na história. E pode ser resumido nas palavras:
“Vamos lutar para dar fim à ganância, ao ódio e à intolerância. Vamos lutar por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso vão levar à felicidade de todos. Soldado, em nome da democracia, vamos todos nos unir!”
Poderia ser mais atual?
(FRANCISCO FRANÇA)
NAVEGANDO PELA MENTE

Há personagens que moram em nosso Inconsciente, este enorme mar interior, que não conhecemos bem. Elas convivem conosco no dia a dia, dão pitaco em todos os assuntos, com a intenção de ajudar, mas nem sempre funciona. Pensamento e Sentimento são duas destas personagens. Trabalham entrosados, salvo quando o primeiro expressa de forma diferente a sensação do outro. Percorrem várias camadas da mente até chegarem à superfície oferecendo soluções, como no exemplo abaixo.
Deparo um colega de escola que não via desde a festa de formatura. Também aposentado, ele propõe nos encontrarmos semanalmente em um boteco. Aí começa o percurso da dupla pelas camadas. Ainda na primeira, o Sentimento reflete a alegria do colega, e ambos aprovam a sua ideia. Assim, ficou combinado outro encontro no bar em bairro distante, que não sabemos o nome.
Ao chegar em casa a mulher, discorrendo sobre programas de indígena (hoje se fala assim), me aconselha a não seguir com a ideia. O Sentimento logo segue para a segunda camada, onde a alegria já acabou, mas o Pensamento continua ainda na primeira, mantendo o encontro.
Mas ponderações e mais camadas percorridas, na véspera do programa que se tornou (ou sempre foi) inconveniente, ambos voltam a se alinhar e inventam palpite definitivo: comparecimento à reunião de condomínio. (Que não acontecerá, mas não tem influência para a questão).
(FRANCISCO FRANÇA)











