Nel Mezzo del Camin
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha…
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
(Olavo Bilac 1884/1887 – Poesias, (1888).

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865 – 1918), chamado de “Príncipe dos Poetas Brasileiros” foi o principal representante do Parnasianismo, defensor dos valores cívicos e letrista do Hino à Bandeira, e importante personagem público.
(*) Sugestão de Álvaro Gentil, livreiro, amigo dos livros desde sempre, sócio da Editora Ramalhete, publica o jornal “Manuscritos”, dedicado à poesia. Segundo Glória Vieira, outra companheira dos livros, profunda conhecedora das literaturas neo-latinas, o título do soneto é o primeiro verso da Divina Comédia (“No meio do caminho…” em português) presta homenagem a Dante Alighieri, embora as temáticas sejam diferentes.










Respostas de 3
Ei, Chico! Este Echo, nascido originalmente no final do século XIX, tão bem reconstituído por vcs, se transforma num gracioso ponto de encontros virtuais entre Pecanhenses. Sentir de novo o Braguinha perto foi bom demais. Aproveito então pra te lembrar das fotos postadas no 70 e Uns pela professora Glória: quem são aqueles da primeira foto, a do muro de reboco? Pelo menos quem são as três lindas garotas da primeira fila? Um abraço forte, Chico. Obrigado e obrigado. Com Deus.
Boa noite, Rubens
Não consegui saber.
Farei uma pesquisa com o pessoal e te falo.
Um abração.
Bom dia, Chico. Obrigado pela atenção e me desculpe por insistir neste assunto que tanto me interessa e estar lhe dando trabalho. Outro abraço.