Apresentação

Publicado em: 21/05/2025 às 22:11

Atualizado em: 23/06/2025 às 13:17

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O ECHO DA MATTA foi um periódico semanal editado na cidade de Peçanha do final do Século XIX. Seu primeiro número saiu em 20 de setembro de 1891, publicado por Rodrigo Theóphilo Gomes Ribeiro, seu redator-chefe, com os colaboradores: Dr. Edigardo e Simão da Cunha Pereira e D. Maria Luiza de A. Ribeiro. Foram essas pessoas que redigiram e publicaram aquele jornal pioneiro. Sua existência foi curta, o último número saiu em 1892.

O jornal certamente foi uma grande conquista da época, algo bem além de seu tempo. O nome veio da característica maior do local, uma exuberante e extensa cobertura vegetal pela região. Dela restaram somente resquícios, como o Parque Mãe d’Água, a Mata do Froes e a vegetação que recobre a escarpa de pedras que abraça nossa cidade. Echo seriam sons refletidos pela mata, aquelas notícias geradas na comunidade de então.

Apresentava-se com questões hoje entendidas como de cunho social, quando utilizava a frase atribuída ao grande ideólogo anarquista da história, o filósofo, Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “Eles parecem grandes, porque estamos de joelhos. Levantemo-nos.”

Adotou o lema da Revolução Francesa de 1789: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que consiste no laço de união entre os homens, fundado na igualdade de direitos de todos os seres humanos livres. Do mesmo modo, precavia-se de eventuais intrigas domésticas com a declaração: “Este semanário nem é fabricante de elogios graciosos, nem açougue de difamações pessoais, só trata de interesses comuns.”

E finalizava, ainda na sua primeira página, uma talvez preocupação do pensamento republicano recém configurado, afirmando: “A Verdade e o Direito – eis a sua divisa.”

Surgiu entre nós, conterrâneos, a ideia de ressuscitar O Echo da Matta, trazendo na forma de informações, conteúdos sobre nossa cidade de Peçanha, seus filhos e os acontecimentos do mundo contemporâneo. Temos uma rica história registrada em livros, na nossa memória, ou nas diversas publicações que aconteceram entre nós via whatsapp e resultaram na recente publicação do livro “70 e Uns, Revoadas, Casos e Contos”.

O jornal volta à vida com sua 22ª edição. Em novo formato terá conteúdo digitalizado, periodicidade mensal e distribuição por mídia digital e mídia impressa.  Agora, 133 anos depois, ele ressurge com Francisco França, Odette Castro e Wilson Oliveira como editores. Em colunas específicas, nas áreas de entretenimento, ambiente e política contaremos com convidados, a exemplo de Antônio Augusto Soares, Juarez Vieira da Silva Filho, Raimundo Nonato Braga, Thiago Rodrigues Leão e Wellington Braga presentes nesta edição.

O lema deste novo ciclo é “pensar sem corrimão”, uma expressão da filósofa política Hannah Arendt (1906-1975), que representa a liberdade de pensamento, não sujeita a imposições ou verdades prontas.

Antônio Augusto

Equipe Editorial

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Respostas de 11

  1. Sensacional! Que iniciativa bacana vocês tiveram, em resgatar o jornal! Eu amei a ideia e o nome!
    Parabéns, amigos conterrâneos!

  2. Parabéns Francisco, Odete e Wilson, o retorno deste Jornal, vai divulgar a sempre bela vida cultural dos Peçanhenses.

    1. Agradeço Antônio Augusto, meus parabéns ao Francisco, Odete e Wilson, a toda equipe pela iniciática de relançamento de OECHO DA MATA.

  3. Parabéns aos idealizadores pela belíssima iniciativa! Que venham mais edições!

  4. “O amor tentêia de vereda em vereda, de serra em serra…”
    escreveu o ilustre mineiro Guimarães Rosa.
    Mas o amor, o amor mesmo , é raiz, é tudo o que antecede o fruto e a flor. É ele , esse sentimento, que fez convite às palavras e as transformou em proposta para manter vivo o grande feito de 1891.
    E, assim, o “ECHO da MATTA” refloresce através do entusiasmo, do talento e do brilho de cada amigo e conterrâneo.
    E eis que se revela o instante de aproximação do passado e do presente , com novos temas, novas vozes e interpretações.
    Vida longa a essa iniciativa , que já nasceu com o pé direito!

  5. Que sorte de Peçanha ter aparecido estes filhos para mostrar a cidade pra gente!!! Força e Luz aí, gente boa!!! Beijos Wilsinho.😘

  6. Parabéns pela iniciativa Chico, Odette e Wilsinho. Notícias e histórias são fundamentais e fundantes em tempos de “tudo líquido e passageiro”.

  7. A memória e o conhecimento da história de seus antepassados são coisas sem as quais nenhum povo pode caminhar por um bom caminho. Essa iniciativa é maravilhosa! Parabéns a todos os envolvidos e vida longa aO Echo da Matta!

  8. Meu avô paterno – Arthur Augusto C. Varella, português, nasceu em Chaves, em 1898. Imigrou para o Brasil em 1915. O ECHO DA MATTA começa a propagar seu som em 1891! O tempo é mesmo uma dimensão incrível. Gostei do texto histórico.

  9. Parabéns Odete, Wilson e Chico França pela iniciativa de retomar este jornal..Para mim foi um redescobrimento de Peçanha, de seus casos e histórias.

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