QUILOMBO DOS JORGES DA ÁGUA BRANCA

Publicado em: 30/06/2026 às 07:45

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Quando digo que sou uma mulher quilombola, as reações costumam variar. Tem quem nem saiba que existe quilombo em Peçanha. Tem aqueles que sabem, mas não fazem ideia do que de fato é um quilombo… tem quem imagine que é um lugar isolado, distante de tudo, com pessoas que não acompanham a “modernidade”. E tem quem demonstre curiosidade sincera. Poucos, porém, conhecem verdadeiramente a história que existe por trás das casas, das roças, das hortas, das famílias e da terra que formam o Quilombo dos Jorges de Água Branca, localizado na zona rural, Córrego dos Jorges, município de Peçanha, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais – Brasil.

Quando preciso explicar o que é o Quilombo dos Jorges para quem nunca esteve neste território, gosto de recorrer aos ensinamentos de Nego Bispo. Em suas reflexões sobre os povos tradicionais, ele nos lembra que “o território não é um lugar onde a gente mora. É um lugar onde a gente é”. A frase parece simples, mas carrega uma profundidade difícil de traduzir para quem enxerga a terra apenas como espaço geográfico.

Talvez seja por isso que falar sobre o Quilombo dos Jorges seja, antes de tudo, falar sobre gente… pessoas que guardam memórias e tradições que seguem vivas, que mantêm a comunidade unida, que vão construindo o futuro sem abrir mão de suas raízes. Acho mesmo que nossa maior riqueza não cabe neste texto, nem em fotografias… nossa maior riqueza são as pessoas e nossa memória.

Ser do Quilombo dos Jorges implica, inevitavelmente, contar histórias. Histórias de luta, de afeto, de trabalho, de resistência e de pertencimento. Eu gostaria de ter espaço para narrar as trajetórias de todas as famílias que ajudaram a construir esse território e a mantê-lo vivo ao longo das gerações. Entretanto, desconfio que tal pretensão seja inalcançável. Nenhum texto, por mais extenso que seja, seria capaz de abarcar a riqueza das memórias, dos ensinamentos e das vivências que fazem do Quilombo dos Jorges a potência que ele é.

Quero, portanto, dizer que não tenho intenção de esgotar a história dessa comunidade, nem tampouco estabelecer hierarquias. Ao escrever sobre determinadas pessoas, espero que muitas outras se sintam representadas. Gostaria de escrever sobre todos, mas por limitações de espaço e de memória, não consigo fazê-lo agora.

Feita essa ressalva, quero dizer que nenhuma história existe sozinha. Cada pessoa de quem falarei carrega consigo a memória de muitas outras. Espero que você, leitor, possa compreender a grandiosidade da existência do nosso Quilombo pela continuidade da leitura.

O PERCURSO ATÉ AQUI

A história do Quilombo dos Jorges não começa em Água Branca. Começa muito antes, nos caminhos percorridos por nossos antepassados que, em busca de liberdade e de melhores condições de vida, deixaram a região do Serro e seguiram em direção às matas do Rio Doce.

Naquele período, grande parte do território que hoje compreende o município de Peçanha era habitada por diversos povos indígenas, entre eles Maxakalis, Monoxós e Botocudos. A chegada da colonização portuguesa significou guerra, expulsão e extermínio para essas populações, inaugurando um processo violento de ocupação do território.

Ao mesmo tempo, negros escravizados fugiam das péssimas condições de trabalho e existencia em, áreas mineradoras e agrícolas em busca de refúgio. Documentos históricos registram a existência de quilombos na mata de Peçanha ainda no século XVIII. Isso significa que, antes mesmo da formação de muitos povoados da região, este território já era marcado por histórias de resistência negra e indígena.

Com o declínio da mineração, muitas famílias passaram a buscar novas formas de sobrevivência. Entre elas estava a família de meus trisavós, Antônio Jorge e Maria Carolina, que encontraram em Peçanha a possibilidade de construir uma vida e estabelecer raízes. Foi a partir da aquisição das terras que hoje compõem o território quilombola dos Jorges de Água Branca que essa história começou a ganhar forma. Com muito trabalho nas roças de milho, arroz e hortas, e por meio do esforço coletivo que até hoje caracteriza a comunidade, o território foi sendo construído e consolidado ao longo das gerações.

Nós, os mais novos, que sempre buscamos conhecer nossa própria história, ouvimos dos mais velhos que Antônio Jorge, meu trisavô, era descendente de africanos e que sua esposa, Maria Carolina — carinhosamente lembrada como Dindinha Kalu — era indígena e parteira. Também nos contaram que Jorge da Silva, meu tataravô e pai de Antônio Jorge, viveu na região do Serro e foi escravizado. Entre as lembranças preservadas pela família estavam marcas e registros carimbados no corpo dele que, segundo os mais velhos, indicavam essa condição de cativo.

Desse período até agora são muitas histórias de lutas e vitórias. No dia 13 de agosto de 2018, a comunidade dos Jorges recebeu o reconhecimento oficial da Fundação Cultural Palmares, que emitiu a Certidão de Autodefinição como comunidade remanescente de quilombo. Embora importante, esse reconhecimento apenas formalizou aquilo que a comunidade sempre soube sobre si mesma. O reconhecimento oficial marca um capítulo importante dessa trajetória, mas a verdadeira força do Quilombo dos Jorges está na continuidade de sua existência e na resistência cotidiana de seu povo, que segue escrevendo sua história sem esquecer aqueles que vieram antes.

NOSSO POVO

Tia Maria, a  Guardiã dos  Saberes

Entre as muitas histórias que sustentam nosso quilombo, poucas são tão potentes quanto a de tia Maria. Tia Maria é tia de todos nós. Todos a respeitamos e a consideramos assim (Tia!), não pelos laços de sangue, mas pelo carinho, respeito e consideração. Aos 93 anos, ela é uma das matriarcas mais antigas da comunidade, guardiã de saberes e tradições que não se aprendem em nenhum livro acadêmico. Benzedeira respeitada, conhecedora das ervas, das rezas boas e dos remédios da tradição, ela carrega conhecimentos construídos ao longo de décadas de observação, prática e convivência com a comunidade. São saberes que dificilmente cabem nos livros, mas que fazem parte da história de muitas famílias daqui.

Tia Maria

Quem chega à sua casa logo percebe que o tempo parece seguir outro ritmo. Sentada em seu banquinho de madeira simples, ou nos degraus da escada que sobem para sua cozinha, tia Maria recebe cada pessoa com atenção, paciência e escuta. Em sua companhia, as preocupações parecem perder a pressa. O que muitos chamam de inveja, ela benze como “quebranto”, e acredite, a vida volta pros eixos novamente. Quando uma criança ou mesmo um adulto chega abatido, sem ânimo ou sem forças, ela reza, aconselha, acolhe e benze a “espinhela caída”. Para quem tem fé e para quem busca conforto, sua presença representa cuidado, acolhimento e pertencimento.

Eu não espero que vocês entendam como, quando um animal é “ofendido” por cobra venenosa, tia Maria o benze e o veneno parece perder a força. Também não espero que compreendam como uma reza acalma uma criança ou como uma folha escolhida na hora certa carrega mais cuidado e afeto do que muitos remédios industrializados. Não pretendo opor esses saberes à ciência. Quando precisamos de cuidados de saúde, recorremos à medicina e a profissionais qualificados. Viva a ciência! Mas viva também os conhecimentos tradicionais, a fé e a sabedoria ancestral que fazem parte das formas pelas quais muitas pessoas compreendem o cuidado e encontram acolhimento em nossa comunidade.

Tia Maria e suas tradições parecem não acompanhar a vida capitalista — e, de fato, não acompanham. O capitalismo no significa nada para ela e em sua casa não dita as regras, porque ali o tempo não é dinheiro, a cura não é mercadoria e a vida não pode ser medida pelo quanto se produz. Talvez sua forma de viver não faça sentido para quem aprendeu a enxergar o mundo apenas pelos números e pelo saldo bancário, mas ela preserva algo que muitas vezes esquecemos: a importância dos vínculos, da escuta e da solidariedade.

Ao escrever sobre a tia Maria, tenho a sensação de ter dito muito menos do que ela merece. Nenhum texto é capaz de traduzir completamente a dimensão de sua vida, de seus ensinamentos e da importância que ela tem para nossa comunidade. Ficam de fora inúmeras histórias, memórias e gestos de cuidado que ajudaram a formar gerações inteiras. Talvez a melhor forma de concluir este breve retrato seja reconhecendo que existem conhecimentos que não cabem em diplomas, receitas ou estatísticas. Vivem nas pessoas, atravessam gerações e ajudam a sustentar comunidades inteiras.

Tio Antônio Braga, o mediador 

Tio Antônio, ou Companheiro, como muitos o chamam, é um dos guardiões dos saberes da terra no Quilombo dos Jorges. Entre os mais velhos da comunidade, carrega conhecimentos construídos ao longo de toda uma vida de convivência e cuidado com o território. Conhece o tempo do plantio, a época da colheita, os cuidados necessários para conservar as sementes e os ciclos que orientam a vida na roça. Seus conhecimentos nascem de uma relação profunda com a terra, cultivada ao longo de quase um século. Sim, tio Antônio tem 90 anos.

Em um mundo cada vez mais acelerado, onde a maioria não planta seu próprio alimento e sequer sabem a origem dele, ele segue sendo uma referência para quem compreende que a terra é viva, que ensina, fala e orienta aqueles e aquelas que aprenderam a fazer parte dela.

Sua relação com o território é tão profunda quanto sua alegria de viver. Por essas estradas, é comum encontrar o tio Antônio em seu jipe azul, que também faz parte da história da comunidade. O jipe não transportou apenas pessoas; transportou encontros, socorros, mantimentos e memórias. Muitos de nós guardamos lembranças das caronas oferecidas por ele. Houve um tempo em que ouvir o barulho daquele motor significava que a caminhada seria mais curta. Íamos apertados, entre sacos de mantimentos e pessoas, mas íamos juntos.

Hoje, quem procura tio Antônio dificilmente o encontrará descansando. É mais certo encontrá-lo no curral, tirando leite logo nas primeiras horas do dia, ou em sua roça de arroz vermelho, cultivada de forma primorosa por ele e pelas filhas. É nesses espaços que sua trajetória continua sendo escrita — não em palavras, mas no cuidado cotidiano com a terra e no exemplo compartilhado com as novas gerações.

Ah, não posso me esquecer de dizer que, em nossas serestas, serenatas e cantorias, sua sanfona costuma ser a primeira a anunciar que a festa vai começar. Sua sanfona raramente se atrasa, e sua alegria também não. 

Conversar com tio Antônio é sempre uma experiência reveladora. Afinal, quantas memórias cabem em quase um século de existência? Em cada conversa surgem histórias sobre a comunidade, sobre a terra, sobre pessoas que já partiram e sobre modos de vida que o tempo insiste em transformar. Tio Antônio não fala apenas do passado; suas lembranças ajudam a compreender o presente e a imaginar o futuro. Para quem sabe ouvir e observar, suas lições estão nos silêncios, nos gestos, nas mãos calejadas, na forma como cultiva a terra, guarda as sementes, toca sua sanfona e segue vivendo com a mesma disposição de quem ainda tem muito a ensinar. E é assim que o nosso Companheiro continua marcando presença no cotidiano do Quilombo dos Jorges e na memória de todos que têm o privilégio de conviver com ele.

Tia Dirce, a  Mestra de Tradição 

Falar de tia Dirce é uma tarefa ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil porque existem muitas histórias para contar. Difícil porque é quase impossível fazer caber em poucas linhas uma trajetória tão rica. A vida de tia Dirce daria facilmente um livro. Pensando melhor, uma coleção inteira deles. Não por acaso, ela é reconhecida publicamente e oficialmente como Mestra de Tradição do Quilombo dos Jorges.

Filha de Nonico Jorge, integrante de uma das famílias mais antigas do território, tia Dirce acompanhou de perto importantes transformações da comunidade. Esteve, juntamente com Papai Nonico e outras pessoas, presente na fundação da associação comunitária há mais de 40 anos, participou de sua organização e, ao longo dos anos, ocupou diferentes funções na diretoria. Sempre esteve entre aquelas pessoas que acreditam que o desenvolvimento da comunidade depende do esforço coletivo e da participação de todos.

Por isso, ajudou a construir muitas das conquistas que hoje fazem parte da nossa história. Entre elas, teve atuação fundamental no processo de reconhecimento do território como comunidade quilombola, contribuindo para que a memória, a identidade e a trajetória do nosso povo fossem oficialmente reconhecidas.

Mas reduzir a tia Dirce à condição de liderança seria injusto. Ela também foi professora, profissão que exerceu com o mesmo compromisso que dedica à comunidade. É mulher do campo, daquelas que conhecem o valor da terra e o tempo das plantas. Sua horta é dessas que enchem os olhos de quem visita. É mãe, avó, conselheira, quitandeira e referência para diferentes gerações da comunidade.

Quando queremos saber uma história antiga, lembrar uma cantiga ou entender melhor alguma tradição do quilombo, quase sempre recorremos a tia Dirce. Sua memória guarda acontecimentos, músicas, causos e ensinamentos que ajudam a manter viva a identidade do nosso povo. Ela não apenas preserva essas lembranças; compartilha cada uma delas com generosidade.

Foi também ao lado da comunidade que incentivou e participou do resgate da Catira de Ditiana, importante manifestação cultural do nosso Quilombo, que continua encantando quem tem a oportunidade de assistir. Seu compromisso com a cultura não está apenas nas palavras, mas na prática cotidiana de manter vivas as tradições herdadas de quem veio antes.

Depois que sua irmã, minha avó Nair, partiu, a saudade encontrou muitos lugares para morar. Um deles foi o carinho da tia Dirce. Sem substituir quem se foi — porque isso ninguém consegue fazer — ela ajudou a aquecer algumas ausências com sua presença, sua escuta atenta e seu jeito generoso de cuidar das pessoas.

As portas de sua casa estão sempre abertas para nos receber. E há gestos que parecem simples, mas carregam um afeto imenso. Até hoje, quando telefono para ela, sou recebida do mesmo jeito:

“Oi, Tuca. Deus te abençoe!”

Talvez ela não saiba o quanto essas palavras significam, mas eu sei.

Pensando bem, talvez seja impossível falar de tia Dirce sem falar de presença. Ela está nas reuniões, nas festas, nas feiras quilombolas, nas apresentações da Catira, nas conversas sobre a história da comunidade e, quase sempre, nos lugares onde há algo para organizar ou alguém para ajudar. É uma daquelas pessoas que parecem fazer parte de tudo ao mesmo tempo. E talvez seja justamente por isso que seja tão difícil escrever sobre ela. Porque algumas pessoas não cabem em um texto. Elas cabem em uma comunidade inteira.

Ser Mestra de Tradição não significa apenas guardar conhecimentos. Significa assumir a responsabilidade de compartilhá-los, fortalecendo os vínculos entre as gerações e ajudando a garantir que as histórias, os costumes e os modos de viver da comunidade continuem existindo. Tia Dirce faz isso com firmeza, generosidade e afeto.

Não dá para contar a história do Quilombo dos Jorges sem que seu nome apareça em algum momento. Sua trajetória se confunde com a trajetória da própria comunidade: nas lutas coletivas, na associação, na preservação da cultura, nas festas, nas reuniões, nas cantorias e nos encontros que fortaleceram os laços entre as famílias ao longo das décadas. Se hoje o Quilombo dos Jorges tem tantas histórias para contar, a tia Dirce certamente ajudou a escrever muitas delas.

POR ÚLTIMO, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE 

Ao terminar este texto, volto ao ponto de onde parti: falar do Quilombo dos Jorges é, antes de tudo, falar de gente. Das pessoas que abriram caminhos antes de nós. Das que transformaram mata em território, terra em sustento e parentesco em comunidade. Das que enfrentaram a escravidão, a violência da colonização, o esquecimento e tantas outras formas de exclusão para que hoje pudéssemos existir enquanto povo quilombola.

As histórias de tia Maria, tio Antônio e tia Dirce ajudam a compreender um pouco do que somos, mas estão longe de representar toda a riqueza humana que existe neste território. Há muitas outras pessoas que mereceriam ocupar estas páginas. Pessoas que plantam, rezam, cozinham, cantam, cuidam, ensinam, acolhem e mantêm viva a história do Quilombo dos Jorges todos os dias.

Se este texto tem algum mérito, espero que seja o de registrar uma pequena parte dessa trajetória coletiva. Porque nossa história não está guardada apenas em documentos, certidões ou arquivos. Ela vive nas memórias compartilhadas, nas conversas ao redor da mesa, nas cantorias, nas festas, nas roças, nos quintais e nos saberes transmitidos entre gerações.

O Quilombo dos Jorges segue existindo porque seu povo segue existindo. Reinventando-se sem abandonar suas raízes, construindo o futuro sem esquecer quem veio antes e afirmando, todos os dias, que território não é apenas o lugar onde moramos. É o lugar onde somos. E eu só sou, porque nós somos, porque minha história começa muito antes de mim e continua para além de mim. 

Kiany de Cássia Silva

Kiany de Cássia Silva, nascida no Quilombo Jorges, Água Branca, carrega a força da ancestralidade. Professora e Artista, cozinha como quem reza, lembra e celebra.

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Respostas de 101

    1. Oi Patricia, fico muito feliz que a leitura tenha sido agradável! Gratidão pelo tempo dedicado! <3

  1. Parabéns, Kiany! E obrigada por compartilhar conosco tanto conhecimento, fruto da história, da memória e dos ensinamentos que você recebeu e que agora transmite com tanta sensibilidade. Que o quilombo dos Borges seja cada dia mais reconhecido e valorizado!

    1. Oi Malu,

      Que alegria te-la entre os leitores desse texto! Fiquei envaidecida e grata com sua presença por aqui! <3

  2. Olá, Kiany! É salutar sua presteza em prestigiar e preservar a história. Trata- de um artigo carregado de saberes tanto acadêmico, quanto histórico. Numa sociedade que, de certa forma, está vazia de sentido humanístico, o texto é um convite a adentrar- se nos meandros da história.

    1. Oi Paulo,

      Que bom te-lo entre os leitores desse editorial! Quem sabe em um futuro proximo consiga escrever mais sobre minhas origens né!?

  3. Texto simplesmente perfeito 🥰parabéns Kiki 🥰você é maravilhosa em tudo que faz. ❤️

    1. oi Reginaldo! Fico feliz que tenha apreciado a leitura. Gratidão pelo carinho de sempre!

      1. Parabéns Kiany é muito importante conhecer um pouco mais da história que faz parte da sua vida e familiares em geral. Obrigada por compartilhar essa riqueza com a gente. Dá para sentir o carinho e o orgulho em cada palavra.

  4. Parabéns Kiany,

    Que matéria necessária para a atual geração e até mesmo para nossa recordação.

    Esse texto me fez “voltar ao tempo de menina”.
    Há uns 35, 40 anos eu frequentada a casa do Sr. Nonico Jorge (seu bisavô), não consigo me esquecer da receptividade com a minha familia.
    Aquela rosquinha de amoníaco (a melhor do mundo) que dona Nazinha nos servia
    A casa da Dona Nair (sua avó) era nosso porto seguro, amava ir pra lá todos os finais de semana.
    Tomava banho debaixo da bica, colhia verdura na horta dela, era perfeita até morango tinha.
    As quitandas no forno a brasa e a carne cozida na gordura só dona Nair e a Solange (sua mãe) sabiam fazer..
    São lembranças que quero levar comigo nem que seja na memória.

      1. Wenes,

        Essa ideia de livro me parece muito agradável! Aguardemos os proximos capitulos.

      2. Muito bonito o texto ,assim nosso podemos conhecer novas pessoas, cultura, um texto cheio de conhecimento

    1. Oi Tia Elis,
      Fico feliz que meu texto tenha te transportado para um lugar tão especial que é a infancia e nossa memoria. Tenho saudades da casa da roça onde um dia já foi lar.

  5. Parabéns, Kyani.

    Um texto primoroso. Me senti no território do Quilombo dos Jorges, no meio das pessoas tão amorosamente descritas por você. Sugestão: escreva um livro. Se não for possível um memorial, escreva de crônicas.
    Abraço!

    1. Fátima,

      Suas palavras chegaram como uma brisa fresca numa noite de verão, lembrando-me de que, enquanto há vida, sempre existem possibilidades. Confesso que nunca tinha olhado para essas memórias com os olhos de um livro, mas seu incentivo fez essa ideia encontrar um cantinho dentro de mim.

      Vou pensar nessa possibilidade com muito carinho. Quem sabe essas lembranças da roça ainda encontrem um jeito bonito de morar também nas estantes e no coração de outras pessoas?

      Obrigada pelo carinho e pelo incentivo.

  6. Que matéria tão rica. Quantas coisas importantes que estão escondidas e que o Brasil e o mundo precisam saber. Povo de coragem, unidos, fortes. Quantas lutas e quantas vitórias.
    Parabéns Kiany pelo seu trabalho, parabéns pela sua pesquisa, seu esforço e dedicação. História linda. Continue a publicar mais matérias como esta. Muito boa e verídica. Um grande abraço da sua tia Jucélia.

    1. Tia Jucélia,

      Receber uma mensagem como a sua aquece o coração. Saber que a senhora enxergou a importância dessa pesquisa e da história que procurei contar me dá ainda mais vontade de continuar escrevendo.

      Nosso povo tem uma riqueza imensa, construída com coragem, resistência e muita luta. Se eu conseguir contribuir para que essas histórias sejam conhecidas e valorizadas, já me darei por realizada.

      Muito obrigada pelo carinho, pelo incentivo e por sempre acreditar em mim.

      Um grande abraço!

  7. Texto Maravilhoso! Obrigado Kiany, por nos brindar com suas palavras! Registro incrível desta edição, que sua colaboração seja permanente – no Jornal! Impecável. Você é incrível 👏

    1. Oi lindo,
      Muito obrigada pelo carinho e pela generosidade das suas palavras!

      Fico imensamente feliz em saber que o texto alcançou você e que esse registro foi tão bem recebido. Escrever sobre nossa história, nossa gente e nossas raízes é uma forma de preservar memórias que merecem ser conhecidas e valorizadas.

      Receber um incentivo como o seu me motiva a continuar pesquisando, escrevendo e compartilhando essas histórias.

      Muito obrigada pela confiança e pelo incentivo! Um grande abraço.

  8. Parabéns kiany pela matéria , por contar a história, é muito bom saber as origem , mais uma vezes está de parabéns.

    1. Muito obrigada pelo carinho e pelas palavras! Fico muito feliz em saber que a matéria contribuiu para valorizar e preservar a nossa história. Seu incentivo me motiva a continuar escrevendo. Um grande abraço!

  9. Amei o que li e percebi riquezas incríveis nessa comunidade Quilombolas dos jorges! Quanto desempenho representando o que é vida , Terra viva ,Terra amada ,pessoas incríveis ! Parabéns à todos e inclusive à minha subrinha que a vi bebê e hoje dando um show de sábias descobertas que muitos livros 📚talvez não caberiam ! Parece que ouço o grito do chão que piso pedindo socorro…

    1. Tia, muito obrigada pelo carinho e por palavras tão bonitas! Fico muito feliz em saber que o texto conseguiu transmitir um pouco da riqueza da nossa comunidade e da história do nosso povo. Seu incentivo e seu olhar sensível significam muito para mim. Que possamos continuar dando voz às histórias que o nosso chão guarda e que merecem ser conhecidas. Um grande abraço! ❤️

    1. Muito obrigada pelo carinho e pelas palavras! Receber esse reconhecimento de pessoas tão especiais torna essa caminhada ainda mais significativa. Fico muito feliz em poder contribuir para preservar e compartilhar a nossa história. Um grande abraço! ❤️

    1. Muito obrigada! Fico muito feliz que tenha gostado do registro e do conteúdo. Seu incentivo é um grande estímulo para que eu continue pesquisando e compartilhando histórias que merecem ser preservadas. Um grande abraço!

  10. Parabéns kiane por prestigiar nossa comunidade e muito bom ver ouvir falar de nós tios nosso amado lugar amoooo viver e conviver com eles e estar nesse lugarzinho tão aconchegante

    1. Muito obrigada pelo carinho! ❤️ Fico muito feliz em poder contribuir para dar visibilidade à nossa comunidade e valorizar a história do nosso povo. Também tenho um carinho enorme por esse lugar e por tudo o que ele representa. Que possamos continuar preservando e compartilhando essas memórias para que nunca se percam. Um grande abraço!

  11. Parabéns kiane por prestigiar nossa comunidade e muito bom ver ouvir falar de nossos tios nosso amado lugar amoooo viver e conviver com eles e estar nesse lugarzinho tão aconchegante

  12. Olá Kiany,sempre entendi que a história é constituida por atos,fatos e narrativas.
    Há mais de 50 anos tive as primeiras informações sobre o povo dos Jorges da Água Branca e a partir daí convivo com eles.
    .Hoje deparei com essa bela narrativa repleta de um rico conteúdo e um orgulho explícito. Parabéns!
    nunca perca a oportunidade de astear essa bandeira.

    1. Oi senhor Vivite,

      Sempre ouvi com muito carinho sobre seus feitos na nossa comunidade. Apareça para nos fazer uma visita! Adoraria te ouvir, e quem sabe depois contar essa história. Com Gratidão acolho seu comentário!

  13. Olá grande amiga kiane, Deus seja louvado e engrandecido por tudo que fez e faz.parabens a você pela atenção, dedicação e carinho pela cultura de nosso povo!

    1. Muito obrigada, meu amigo Fico muito feliz por suas palavras e pelo carinho. Um grande abraço! ❤️

  14. Parabens Kiane. Desconhecia a existência do Quilombo dos Jorges. Me emocionei com seu relato. Obrigada por manter vivo esta historia tão linda.

  15. Que leitura proveitosa e prazerosa. Parabéns, Kiany pelas palavras que unidas formaram um lindo e encantador texto, que traduz orgulho para todos nós! Quando teremos um livro de sua autoria sobre nosso respeitado e admirado Quilombo dos Jorges?

    1. Prezada Livia,

      Com carinho recebo seu comentário! Quem sabe lhe dou ouvidos dessa vez e passo a escrever mais! Gratidão por todas os compartilhamentos de momentos de vida!

  16. Parabéns Kiany, por sua dedicação e por compartilhar um pouco da nossa história e da trajetória de nossa comunidade!

  17. Achei muito interessante a história dela explicando a vida como quilombo e como é a vida de todos que estão juntos a ela e a tradição deles.❤️

  18. Parabéns prof Kiany, o texto é inspirador em cada parte. História linda e emocionante de cada um deles.. É lindo seu esforço e dedicação em mostrar a hístoria dos quilombos.

  19. Parabéns kiany
    O texto emociona ao mostrar que o Quilombo dos Jorges é muito mais do que um território: é um espaço de memória, pertencimento e resistência. Por meio das histórias de seus moradores, a autora valoriza os saberes, a ancestralidade e a força da comunidade, convidando o leitor a conhecer e respeitar a riqueza da cultura quilombola.

  20. kiany arrasou,esse artigo e super importante pois tras muito conhecimento para essa nova geraçao, eu msm amei conhecer um pouquimho das suas origens

  21. Parabéns kiany ,por nós apresentar um pouco da sua tradição,fico grata por você compartilhar com a gente

  22. Fico extremamente agradecida por ter o privilégio de adquirir conhecimento sobre tal assunto e fico mto orgulhosa de você Kiki, meus parabéns

  23. Parabéns, Kiany Gostei bastante do texto e do tema dito, o texto
    valoriza uma história muito importante.

  24. Olá Kiany,
    Que leitura prazerosa!! Incrível, como compilou passado e presente de forma tão concisa e bonita.

  25. Olá Kiany,
    Que leitura prazerosa!! Incrível, como compilou passado e presente de forma tão concisa e bonita. Parabéns pela sua dedicação e pelo trabalho!!

  26. Kiany, quero lhe parabenizar por este registro, que retrata o local onde nasci, vivi a infância e adolescência, ao lado de pessoas tão acolhedoras e alegres. Sua escrita atenta e cheia de orgulho trouxe-me doces lembranças dos meus avós Rita e Nonico Jorge, das pessoas que fizeram parte do tempo feliz da minha infância, sobre tudo que vivi na nossa comunidade quilombola. Seu texto é um trabalho muito bonito e significativo, porque vai além de contar uma história: ele preserva a memória, fortalece a identidade do nosso povo e dá visibilidade a uma cultura tão rica e importante.
    Sua escrita demonstra sensibilidade, orgulho das nossas raízes, vivências e compromisso em retratar a realidade da comunidade com respeito e autenticidade. Ao compartilhar essas vivências, você contribui para que mais pessoas conheçam e valorizem a história, as lutas, as conquistas e as tradições do nosso povo do Quilombo dos Jorges de Água Branca.
    Continue escrevendo e dando voz à comunidade. Pessoas como você ajudam a manter viva uma herança cultural que merece ser reconhecida, respeitada e celebrada. Parabéns pelo excelente trabalho!

  27. Esse texto e muito bm fala sobre a antiguidade e bm saber sobre a antiguidade e antralida eu adorei ler esse texto pois me ajudou a saber um pouco mais sobe a antralida .

  28. Querida amiga Kiany, que texto lindo e rico! Quero parabenizá-la pelo excelente trabalho. Sua escrita valoriza a história, a memória e a riqueza da cultura local de forma sensível e envolvente. Obrigado por compartilhar um conteúdo tão importante. Parabéns!

  29. eu fico agredecido com tamanho conhecimento dessa comunidade tão rica em tradição, me senti ”agrupado” sabendo de tudo isso, não tenho palavras pra agradecer!

  30. Prezada Kiany, muito bom, espero que mais pessoas lẽem, assim tendo parte desse tamanho conhecimento em suas vidas.

  31. Que texto, muito bom saber a historia desse Quilombo com tanta cultura e tradição desse povo que resistiu e insistiu em levar essa historia para frente. Meus parabens por esse texto.

  32. texto informativo alem de que e muito bom saber mais sobre a historia dos Quilombos e suas tradicoes

  33. parabens kiany pelo esse texto que fala sobre a comunidade de peçanha e as outra região de peçanha.

  34. “Excelente texto! Muito bem escrito, claro e fácil de entender Parabéns o conteúdo ficou muito interessante e bem organizado gostei bastante da forma como as ideias foram apresentadas. Parabéns Kiany

  35. parabens kiki,pelo esse belo texto que retrata a realidade e a cultura dos povos hoje em dia.

  36. Parabéns Kiany, pela exelente produção! O texto aborda, com clareza e profundidade, a trajetótia dos Quilombos, destacando sua resistência, suas tradições e seu legado histórico e cultural.

  37. parabéns,kiki que texto maravilhoso falam bastante dos povos quilombolas
    muito lindo,que vc continue fazendo mais trabalhos como esse.

  38. Parabens Kiany pela sua força de vontade, sua garra e pelo seu conhecimento!

  39. Parabéns Kiany!
    É muito importante relembrar essa história e ressaltar a importância da cultura quilombola e que vocẽ continue fazendo mais trabalhos como esses.

  40. Parabéns Kiany!
    O seu texto ficou incrível, que vocẽ continue fazendo trabalhos importantes como esses.

  41. Sua escrita não é apenas um relato; é um ato de sensibilidade, respeito e pura poesia. Você conseguiu traduzir em palavras aquilo que o papel muitas vezes não consegue mensurar: a alma, o afeto e a dignidade do seu povo. Ao dar voz às memórias de Tia Maria, Tio Antônio e Tia Dirce, você não apenas homenageou o passado, mas garantiu que o futuro conheça a grandiosidade do Quilombo dos Jorges. Seu texto emociona, educa e transborda a beleza da filosofia de que ‘nós somos porque vocês foram’. Parabéns por ser essa guardiã tão brilhante da história da sua comunidade

  42. Kiany, quero parabenizá-la por esse texto extraordinário. Mais do que contar a história do Quilombo dos Jorges, você conseguiu dar voz às memórias, aos afetos e à identidade de um povo. Sua escrita é sensível, profunda e envolvente, fazendo com que o leitor não apenas conheça os fatos, mas sinta o significado de cada lembrança, de cada pessoa e de cada tradição apresentada.

  43. O texto da Kiany sobre o Quilombo dos Jorges é incrível, emocionante e muito bom de ler! Ela conseguiu mostrar direitinho a força da Tia Dirce e de toda a galera que mantém a cultura e a história da nossa cidade vivas. É muito massa ver um trampo que valoriza nossas raízes com tanto respeito e afeto. Parabéns de verdade pelo texto, deu muito orgulho de conhecer mais sobre o quilombo!

  44. Parabéns Kiki, por esse texto incrivel! Através dele pode conhecer um pouco dessa cultura tão lindas, e de pessoas que, pelos relatos, são de fato incriveis! Adorei o texto!

  45. Parabens,kiki. Eu, Ariely e Davi amamos a reportagem, apremdemos muito sobre o quilombo do Jorge. <3

  46. Ficou muito bom,essas histórias não são apenas momentos mas,lembranças de coisas q foram vividas ao decorrer do tempo. E sempre bom conhecer as histórias das pessoas principalmente,essas que passaram por tanta coisa e hoje são o que são…
    Ficou excelente,pena q acabou 😍❤️‍🩹

  47. Parabéns Kiany
    Memória, luta e liberdade. É isso que o Quilombo dos Jorge representa. Gostei Dq escreveu espero q possa escrever muito mais Dq só esse ♥️

  48. Parabéns Kiany
    Gostei muito da forma como a história do Quilombo dos Jorges foi contada. É um texto que valoriza a memória, a cultura e as pessoas da comunidade.

  49. Oii Kiany eu gostei bastante da história pq eu não conhecia direito sobre os quilombos e gostei de aprender mais sobre, uma das pessoas que mais me chamou atenção foi a tia Maria kkkk pq ela parece ser uma pessoa muito acolhedora e cheia de sabedoria e fiquei até com vontade de visitar ela kkkk

  50. Prof Kiki, achei muito interessante a história sobre os quilombos, tudo que passaram e suas próprias crenças… NN sabia muito sobre o tema, mas o pouco que eu li sobre já me deixou mega interessada. Gostaria de ter descoberto mais coisas sobre e me aprofundar mais, espero que você continue nos contando sobre esse povo cheio de cultura e histórias…
    Amei muito, parabéns!

  51. Texto emocionante e inspirador. Conhecer a história do Quilombo dos Jorges é valorizar a memória, a cultura e a resistência de um povo que mantém vivas suas tradições e fortalece suas raízes a cada geração, gostei muito kiany meus parabéns

  52. Kiany, gostei muito do seu texto, ficou muito bom, interessante e fácil de entender. Parabéns pelo trabalho!

  53. Me interessei muito pelo texto, uma em história que nos prende assim que começamos a ler, muito interessante saber sobre os quilombos de Peçanha, parabéns kiany muito bom o texto

  54. Gostei muito da leitura. O texto mostra uma história de muita luta, resistência e pertencimento, além de destacar a importância de preservar a memória e as tradições de uma comunidade. Foi uma leitura que me fez refletir sobre como é importante conhecer e valorizar a história do lugar onde vivemos e das pessoas que fazem parte dela.

  55. Gostei muito do texto,ele é muito essencial para aqueles que não sabem realmente como é a história dos quilombos, muito importante saber disso.

  56. Parabéns pelo texto perfeito Kiany, é muito interessante e legal ler e saber mais sobre a história dos quilombos, saber que cada um carrega uma história q faz a diferença na cultura da sociedade

  57. Gostaria de agradecer, com carinho, a todas as pessoas que dedicaram um tempo para ler meu artigo e compartilhar suas impressões. Fiquei profundamente feliz com a acolhida que o texto recebeu.

    Tenho um amor imenso pela terra que me pariu e me formou. Escrever sobre sua história é também uma forma de honrar a memória de quem veio antes de nós e contribuir para que essas narrativas continuem vivas, conhecidas e preservadas pelas próximas gerações.

    Meu sincero agradecimento pela leitura, pelo afeto e por caminharem comigo na valorização de nossas raízes

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