EDITORIAL

Publicado em: 31/08/2026 às 13:01

Atualizado em: 31/08/2026 às 14:50

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Casa da Kátia, o Caramanchão debaixo da mangueira, ao fundo. E a do Juarez e Aline.

Continuamos pelos lugares de Peçanha com o  Rubens Geraldo Bispo. Agora seguimos pela  Rua do Quenta Sol, passando na pensão da Alaíde para o encontro com  Chris Hunt, que está hospedado lá. Como sempre, o Chris oferece informações sobre o que acontece nos EUA, muito úteis para ajudar no entendimento dos assuntos discutidos por aqui. Especialmente neste momento em que a CBV proibiu atletas transgeros, ou seja, o artigo é altamente oportuno. Adiante encontramos o Vivite, criador do Grupo 70 e Uns, esperando no alpendre para conversar com a Odette Castro sobre sobre as ILPI’s – Instituições de Longa Permanência para Idosos.  No final da rua, Guilherme Marques na porta da sua casa aproveita para abraçar o Rubens, dizendo que ele  foi um dos melhores professores que já teve. Virando a esquina rumo à Pracinha de Cima, tomamos chá com biscoitos amanteigados da Kátia Vieira Melo, no Caramanchão que fica no quintal. Foi lá que tivemos oportunidade de ouvir uma parte do Piano Concerto n. 4 de Beethoven magnificamente tocado por Mateus Fonseca, depois da entrevista que concedeu a Wilson Oliveira

Aproveitando o clima, Francisco França apresenta a Poesia do Mês, duas letras de impacto  da cantora folk Mary Gaulthier, que podem ser ouvidas nos links. 

Depois do folk, descemos até a casa do Juarez e Aline, onde ele comemora em grande estilo os 60 anos do Revolver icônico disco dos Beatles. Saindo da casa do Juarez descemos a Rua do Soca onde Aluísio Rassilan Braga entrega a última parte da saga O Tempo e as Gerações, vigoroso estudo sobre as gerações precedentes. Imperdível e esclarecedor. 

E o Rubens (sempre ele) conclui as memórias da Rua Primeiro de Março. Falando em logradouro, João Alberto Vizzotto faz bonita menção ao Pontilhão, referência de Colina, sua cidade natal. O título “Baixada das Moças” remete ao interior do Brasil e seu bucolismo que ainda permanece em alguns locais.

Wilson Oliveira recomenda o filme “Convite” e Luisa Vieira França convida para ler algumas Novidades Literárias Imperdíveis. E falando em literatura, Francisco França usa o romance distópico “Farenheit 451” pela segunda vez (a primeira foi em março/2026) como metáfora da nossa época.

Parando na Pracinha de Baixo inspirado pela sisudez do prédio do antigo Fórum Francisco França exibe o  Pilulas de Vida e as frases, cenas da vida real e outras questões importantes, como o conselho do colunista José Simão: “Não é porque eu ando com quem bebe que eu tenho que andar.”  Enoc aprovaria convicto. E mesmo sem beber, vê duas pessoas no espelho, experiência relatada na crônica Eu, meu outro eu e a convivência deles. 

Aí  começamos a descer a Rua Nova. Paramos na casa do Magela para mais um café ao som de Felicidade foi embora, dedilhada em seu violão mágico. E no ambiente musical Odette apresenta o Equlibrium II, disco recém lançado por Anitta. Continuamos até a Encruzilhada, na confluência da Bomba e do Funda (o nome está correto. Não é Fundo). Seguimos  pelo Funda até o Bar do Rafael, quase na saída para São Pedro, onde terminamos a excursão em grande estilo, provando a Córrego das Almas, tirando gosto com o pé de porco.  

No ambiente  adequado e inspirados pela Toxiba os amigos conversam sobre assuntos próprios a filosofia de boteco. Em algum momento começaram discutir sobre questões que dificultam as pessoas ter um pensamento analítico. Conviver com os fatos sem necessidade de seguir regras de um grupo, partido, religião ou patrulhas do pensamento. Apenas refletir, se possível. E se o Echo da Matta seria um poleiro para as ideias, onde elas possam pular de um lado ao outro, sem medo. O medo  que impede de viver o presente. Entre um gole e outro, alguém lembrou que Immanuel Kant em 1784 já havia formulado o conceito de Menoridade Intelectual, que engloba,dentre outras questões, a incapacidade da pessoa pensar por si própria, se sujeitar à tutela de outrem, a falta de coragem para decidir. Ele considerava que sair desta condição é dever de cada indivíduo, tarefa essencial para atingir a liberdade. E mostrou como buscar este objetivo com o lema: 

Ouse saber! Tenha coragem de pensar!

Francisco França

Francisco França casado com Suzana Magalhães. Dois filhos - Luísa e Vitor. É advogado, atleticano e nasceu em Peçanha/MG de onde nunca saiu totalmente. Gosta de se reunir com parentes e amigos para um café e outros líquidos, falar de livros e das muitas coisas que fazem a vida ficar boa, como apreciar músicas e leituras.

Odette Castro

Artista, escritora, ativista da inclusão e palestrante. Criadora dos projetos Uma Flor por Uma Dor e Letramento de Comunicação Inclusiva Mãe e Vó.

Wilson Oliveira

Wilson Oliveira - Mestre em Artes pela UFMG. Professor aposentado da UFOP onde ocupou o cargo de Pró Reitor Adjunto de Extensão. Diretor do Grupo Teatral Encena com o qual desenvolve pesquisas na área de Artes Cênicas. É torcedor do América Futebol Clube.

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