Com elenco afinado e um bom equilíbrio entre o presente e os acenos ao passado, o longa fala sobre a crise do jornalismo e a falta de alma em um mundo dominado por corporações.
“O Diabo Veste Prada 2” tem dois grandes trunfos: personagens que o público ama rever e atores à altura dessa continuação tão aguardada.
Felizmente, a sequência não surge apenas como mais um produto da nostalgia. A produção reúne novamente os elementos centrais do sucesso de 2006 — elenco principal, direção e roteiro — mas evita repetir a fórmula do primeiro filme, encontrando uma justificativa real para existir.
“O Diabo Veste Prada” (“The Devil Wears Prada”) já é considerado um clássico moderno, ultrapassando o status de simples comédia dramática para se tornar um verdadeiro marco da cultura pop. Miranda Priestly virou um ícone, influenciando até hoje a percepção do público sobre o universo da moda.
Lançado em 2006, “O Diabo Veste Prada” acompanha Andrea Sachs, uma jovem jornalista que consegue emprego na influente revista de moda Runway, tornando-se assistente da temida Miranda Priestly.
Um clássico moderno que continua relevante e atual, em sua continuação. “O Diabo Veste Prada 2” chegou aos cinemas em um mega lançamento que surpreendeu as bilheterias, arrecadando US$ 233 milhões logo na semana de estreia. O filme estreou oficialmente no Brasil em 30 de abril e nos Estados Unidos em 1º de maio. Para promover o filme, o elenco principal viajou para seis países diferentes.
Sob direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, a sequência resgata o elenco original em uma trama que mistura nostalgia e uma crítica afiada à desumanização corporativa em 2026. Meryl Streep volta a brilhar como Miranda Priestly, agora enfrentando o colapso das revistas tradicionais e o declínio do jornalismo impresso.
O destino coloca novamente Miranda frente a frente com Emily Charlton (Emily Blunt), agora uma poderosa executiva do setor de luxo, além de Andy Sachs (Anne Hathaway), reacendendo conflitos e relações marcantes do primeiro filme.
A sequência foi concebida para refletir o cenário midiático atual, abordando a ascensão dos conglomerados de luxo e a crise da mídia tradicional.
O filme também funciona como um grande presente para os fãs do original: traz inúmeras referências claras — e outras mais sutis — sem abrir mão de uma personalidade própria.
O grande mérito de “O Diabo Veste Prada 2″ está na recusa em reviver o passado para observar como esse passado reage ao presente.
Ao subverter os próprios clichês do passado, a continuação desenvolve um estudo envolvente e maduro sobre o tempo, a adaptação e a redefinição do sucesso feminino.
A dinâmica entre Meryl Streep (Miranda Priestly), Anne Hathaway (Andy), Emily Blunt (Emily) e Stanley Tucci (Nigel) continua sendo o coração da obra.
Direção: David Frankel
Roteiro: Aline Brosh McKenna
Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux





