O DIABO VESTE PRADA 2

Publicado em: 29/05/2026 às 05:10

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Com elenco afinado e um bom equilíbrio entre o presente e os acenos ao passado, o longa fala sobre a crise do jornalismo e a falta de alma em um mundo dominado por corporações.

“O Diabo Veste Prada 2” tem dois grandes trunfos: personagens que o público ama rever e atores à altura dessa continuação tão aguardada.

Felizmente, a sequência não surge apenas como mais um produto da nostalgia. A produção reúne novamente os elementos centrais do sucesso de 2006 — elenco principal, direção e roteiro — mas evita repetir a fórmula do primeiro filme, encontrando uma justificativa real para existir.

“O Diabo Veste Prada”  (“The Devil Wears Prada”) já é considerado um clássico moderno, ultrapassando o status de simples comédia dramática para se tornar um verdadeiro marco da cultura pop. Miranda Priestly virou um ícone, influenciando até hoje a percepção do público sobre o universo da moda.

Lançado em 2006, “O Diabo Veste Prada” acompanha Andrea Sachs, uma jovem jornalista que consegue emprego na influente revista de moda Runway, tornando-se assistente da temida Miranda Priestly.

Um clássico moderno que continua relevante e atual, em sua continuação. “O Diabo Veste Prada 2” chegou aos cinemas em um mega lançamento que surpreendeu as bilheterias, arrecadando US$ 233 milhões logo na semana de estreia. O filme estreou oficialmente no Brasil em 30 de abril e nos Estados Unidos em 1º de maio. Para promover o filme, o elenco principal viajou para seis países diferentes.

Sob direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, a sequência resgata o elenco original em uma trama que mistura nostalgia e uma crítica afiada à desumanização corporativa em 2026. Meryl Streep volta a brilhar como Miranda Priestly, agora enfrentando o colapso das revistas tradicionais e o declínio do jornalismo impresso.

O destino coloca novamente Miranda frente a frente com Emily Charlton (Emily Blunt), agora uma poderosa executiva do setor de luxo, além de Andy Sachs (Anne Hathaway), reacendendo conflitos e relações marcantes do primeiro filme.

A sequência foi concebida para refletir o cenário midiático atual, abordando a ascensão dos conglomerados de luxo e a crise da mídia tradicional.

O filme também funciona como um grande presente para os fãs do original: traz inúmeras referências claras — e outras mais sutis — sem abrir mão de uma personalidade própria.

O grande mérito de “O Diabo Veste Prada 2″ está na recusa em reviver o passado para observar como esse passado reage ao presente. 

Ao subverter os próprios clichês do passado, a continuação desenvolve um estudo envolvente e maduro sobre o tempo, a adaptação e a redefinição do sucesso feminino. 

A dinâmica entre Meryl Streep (Miranda Priestly), Anne Hathaway (Andy), Emily Blunt (Emily) e Stanley Tucci (Nigel) continua sendo o coração da obra.

Direção: David Frankel

Roteiro: Aline Brosh McKenna

Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux

Thiago Rodrigues Leão

Thiago Leão, formado em Publicidade/UniBh. Formado em História da moda no Museo de la Historia del Traje, Buenos Aires. É um eterno curioso da Comunicação, ama cinema, séries e documentários. Atualmente trabalha na Comunicação da Prefeitura Municipal de Peçanha.

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