PÍLULAS DE VIDA DO DR. ENOC (*)

Publicado em: 30/04/2026 às 10:00

Atualizado em: 30/04/2026 às 18:30

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O Pensador - Rodin

1 – SABEDORIA

– Depois da tempestade vem a enchente. (Anonimo)
– Donde não se espera, daí não sai nada. (idem)
– Água mole em pedra dura, tanto bate até que a água acaba. (idem)
– Quem empresta aos pobres, dá A-Deus. (idem)
– Quem espera fica prá trás. (idem)
– Nada é ruim o bastante que certas pessoas não conseguem piorar. (idem)
– Não deixe para amanhã o que pode fazer depois de amanhã. (reproduzido por Juliana Correia)
– Antes tarde que mais tarde. (idem)
– Nenhuma mulher suporta um marido jogador, a não ser que ele ganhe constantemente. (Thomas Dewar)
–  Loteria – Jogando ou não você tem a mesma chance de ganhar. (Fran Lebowitz)
– Há duas ocasiões na vida em que uma pessoa não deve jogar: quando não tiver posses para isso… e quando tiver. (Mark Twain)
– Não foi o mundo que piorou. As coberturas jornalísticas melhoraram muito. (G. K. Chesterton)
– Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade. (Mark Twain)
– O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele nos mantém em dia com a ignorância da comunidade. (Oscar Wilde)
– Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo. (Tallulah Bankhead)
– Ainda não sou jovem o bastante para saber tudo. (Samuel Butler)
– Os jovens de hoje não têm o menor respeito pelos nossos cabelos tingidos. (Oscar Wilde)
– Reagan tingiu tantas vezes o cabelo que até sua caspa era em technicolor. (Anônimo)

2 – A LEI DE MURPHY 

– Se algo pode dar errado, dará. (Edward Murphy)

Para criar a lei que leva seu nome, o engenheiro Edward Murphy (1918-1990) se baseou nas premissas da ciência da probabilidade, ou seja, não é apenas o que supõe o seu teor negativo. Ele era capitão da Força Aérea Americana e, junto com outros envolvidos, trabalhava no estudo de aceleração e gravidade dos pilotos nos aviões. Numa dessas, todo o sistema parou. Ao conferir as ligações dos sensores percebeu que estavam errados. Neste momento, criou a lei. Devido ao nosso viés negativo, a máxima contida na lei continua muito popular e com aparência de verdade incontestável. Afinal, o pão que cai com a parte da manteiga virada para baixo; a fila que não anda (ou um idoso chega no momento em que seríamos atendidos); o semáforo que fica vermelho quando estamos com pressa; a chuva que resolveu cair na hora exata que saíamos do escritório… são fatos que confirmam a sua veracidade. Na dúvida, sigamos a lei de Murphy. 

 3 – A GERAÇÃO Z NÃO CONHECE
SOM TRÊS EM UM

Sonhos de consumo chamados “3 em 1” combinavam toca discos de vinil, rádio AM/FM e toca fitas cassette num móvel geralmente preto e uma  caixa de som de cada lado. Nos mais sofisticados era possível gravar do toca discos ou das rádios diretamente nas fitas. Nem acreditamos quando o Hermes Marechal chegou lá em casa, diretamente da  Casa Magalhães, acompanhado pelo ajudante, com CCE e seus acessórios. A partir desse dia histórico demos adeus a radiola portátil com a tampa de plástico e começamos perceber todos os sons das canções dos Beatles.  

4 – CENAS DA VIDA REAL
INDENIZAÇÃO 

A filha do fazendeiro começou a enjoar. Quando descobriram, a gravidez estava adiantada. O responsável por ter feito mal à moça, como se falava, para evitar que fosse morto se não casasse, desapareceu e nunca mais deu notícias.

A solução mais adequada ao coronel seria convencer o vaqueiro a assumir a autoria e se casar no lugar do desaparecido. O negócio não lhe seria ruim, talvez o único caminho para subir na vida. Hoje seria chamado de alpinista social, mas o pai aflito não cogitava estes pormenores. Quase tudo acertado, pendente só o dote que o noivo deveria receber antes do casamento, é óbvio.

O fazendeiro tinha mania de nunca sair de casa sem o guarda-chuvas. E foi o gancho que o pretendente usou, com sutileza.

– Patrão, se o senhor compra um guarda-chuvas e ele está furado, o que o senhor faz?

– Peço indenização ao dono da loja.
– Indenização, indenização… boa ideia.
– Mensagem captada, indenização recebida, marcaram o casamento e foram felizes para sempre.

5 – AH, AS MULHERES!

Judite decapitando Holofernes 

Artemisia Gentileschi (1953-1656) foi pintora de enorme talento, com influências de Caravaggio, a primeira mulher na Academia de Pintura de Florença. Seu pai, reconhecendo sua aptidão,  solicitou ao seu amigo Agostino Tassi que a recebesse como aprendiz. Não demorou para que ele lhe estuprasse. À frente do seu tempo, moveu-lhe um processo mesmo com o ambiente totalmente contra a mulher. Para fugir da condenação, Agostino lhe acusou de não ser mais virgem pois, neste caso, não  poderia prestar queixa. Artemisia foi submetida a exames constrangedores e até a tortura para que confessasse a inconsistencia da sua acusação, mas ela a manteve e no decorrer do processo foram aparecendo fatos desabonadores a Tassi, como outras denuncias de estupro, manter relacionamento com a cuhadda, considerado incesto e a suspeita de que matara a primeira mulher. Ainda assim, a pena do estuprador foi suave e nunca cumprida, devido a revisão do processo e a consequente anulação da sentença. E Artemísia sofreu condenação parcial.

Um mês depois do final do processo, seu pai engendrou o casamento dela com Pierantonio Stiattese, artista pouco conhecido. 

Os constrangimentos que sofreu durante o processo moldaram a sua personalidade e sua arte, adquirindo visão feminista e não conformista. Pintava sobretudo cenas de vingança de mulheres contra seus agressores infligindo-lhes castigos,  penitências e mortes. Talvez seu quadro mais conhecido, pintado logo após o julgamento, mostra cena bíblica de Judite decapitando Holofernes. Uma bela viúva, evitou a invasão dos Assírios ao dormir com Holofernes, o comandante do exército de Nabucodonosor. Depois de embebedá-lo, corta o seu pescoço enquanto dorme. Sem o general, o exército assírio não consegue manter o cerco de Betúlia – cidade de Judite, salva por ela, que se torna heroína feminista. 

Através da sua arte ela denunciava a injustiça social e destilava seu ódio. 

Na década de 70 foi redescoberta, com várias obras sobre sua postura de coragem,  se tornando referencia na literatura feminista. 

6 – CLAUDIO MELO E SUAS MÚSICAS

Cláudio é de Peçanha, engenheiro e  fazedor de músicas.

Vale a pena conferir sua Play List no Spotify (https://open.spotify.com/playlist/0xCR6Jy9agH2fkMicLHICK?si=sbjYaWgYSDalImaYpGPutw&pi=fJXtdLpeQ_20S

e no You Tube: Claudio V Melo

Dá-lhe, Claudio!

7 – DICAS DO PÍLULAS

Recomendamos muitíssimo a exposição “Trançando uma Rede de Afetos” da médica Gláucia Moreira Galvão, na Galeria do Minas 1, conforme as informações transcritas  abaixo:

A exposição reúne fotografias produzidas por Gláucia Maria Moreira Galvão ao longo de sua trajetória como neonatologista dedicada à humanização em maternidades. As imagens registram o cuidado pele a pele, o envolvimento das famílias no nascimento dos bebês e a compreensão dos recém-nascidos como sujeitos ativos, capazes de sentir e se comunicar. A artista foi vencedora do 1º lugar na categoria Fotografia do edital de Artes Plásticas realizado pelo Instituto Unimed-BH em comemoração pelo último Dia do Médico (18 de outubro).

Local: Espaço Expositivo do Centro Cultural Unimed-BH Minas – Rua da Bahia, 2.244 – 

2a. a 6a. – 6:00 às 22:00 horas.  Sábado – 6:00 às 20:00. Dom. e Feriado – 6:00 às 19:00

Entrada gratuita

Francisco França

Francisco França casado com Suzana Magalhães. Dois filhos - Luísa e Vitor. É advogado, atleticano e nasceu em Peçanha/MG de onde nunca saiu totalmente. Gosta de se reunir com parentes e amigos para um café e outros líquidos, falar de livros e das muitas coisas que fazem a vida ficar boa, como apreciar músicas e leituras.

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