1 – SABEDORIA
-Não posso concordar com o que discordo. (Romeu Zema – CBN – 15/6/2026)
-O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota. (Nelson Rodrigues)
-A vida é dura, mas se torna mais difícil quando você é estupido. (George V. Higgins)
-Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta. (Albert Einstein)
-Lembre-se sempre que você é absolutamente único. Assim como todos os outros. (Jim Wright)
-Não desejamos mal a quase ninguém. (Lulu Santos)
-Às vezes preciso de algo que só você pode proporcionar: a sua ausência. (Ashleigh Brilliant)
-Eu não me preparei a vida inteira para entender factoides. (José Serra)
-As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. (Friedrich Nietzsche)
-Não sou jovem o bastante para saber tudo. (Anônimo)
-Mona Lisa tem o sorriso de uma mulher que acabou de jantar o marido. (Lawrence Durrell)
-A bigamia consiste em ter uma mulher a mais. A monogamia é a mesma coisa. (Oscar Wilde)
-Imoralidade é a moralidade daqueles que estão se divertindo mais do que nós. (H.L. Mencken)
-Os valores morais são os únicos que conservaram os preços de antigamente. (Stanislaw Ponte Preta)
-Morre-se mais de indigestão do que de fome nos Estados Unidos. (John Kenneth Galbraith)
-Muitas mulheres não sossegam enquanto não mudam o seu homem. E, quando o conseguem, ele perde a graça. (Marlene Dietrich)
-Nunca tente impressionar muito uma mulher porque, se você fizer isso, ela esperará que você mantenha aquele alto padrão pelo resto da vida. (W.C. Fields)
-A iniciativa é o primeiro passo para o fracasso. (Hommer Simpson)
-Tudo que eu tiver de dar mais de 12 passos para fazer não vale a pena. (Hommer Simpson)
-Se alguma coisa é difícil para ser feita é porque não é para ser feita. (Hommer Simpson)
2 – CENTENÁRIO DE PEÇANHA – JANEIRO DE 1981
Petrônio Victor

Em janeiro de 1981 Peçanha comemorou 100 anos. A festa começou no primeiro minuto do dia 1*, com a Banda do Seu José Prata anunciando a Alvorada, e iria durar por 7 dias, com intensa programação: hasteamento de bandeiras; missa em ação de graças; partida de futebol no estádio Dr. Juarez Vieira; apresentação de Marujadas, dos Caboclos do Genesco Pires, Caboclinhos da Tia Neva; seresta com o grupo do José Cavaquinho; feira de artesanato; eleição da rainha do centenário; passeata folclórica e batucada; dança de quadrilha e casamento na roça; inauguração do marco do centenário; desfile de carros alegóricos, tudo permeado por foguetório e a banda de música onipresente. No dia 7, o Prefeito Manoel de Oliveira Braga, o Vice Antonio Vieira Braga e o Presidente da Câmara, Odilon Caldeira inauguraram a galeria dos prefeitos e as comemorações se encerraram com um churrasco com muita cachaça e vinho e sangue de boi para o povão.
Quem esteve lá nunca se esqueceu.
3 – COMO A MATA DO PEÇANHA VIROU MINAS GERAIS
Sergio Clementino
“A história da Mata do Peçanha começa em 1752, quando o sertanista João de Azevedo Leme partiu do Serro e encontrou vestígios de ouro nas encostas da Serra Negra. Nos séculos seguintes, portugueses, indígenas Malalis e Monoxós, africanos escravizados e quilombolas construíram juntos, nem sempre por escolha, uma das regiões mais densas em genealogia e história do nordeste mineiro. Famílias como Pimenta, Borges Monteiro, Pereira do Amaral e Carvalho fundaram fazendas, cartórios e municípios que existem até hoje. Em 1875, a Lei Provincial nº 2.132 desmembrou a região do Serro, dando origem a trinta e três municípios, incluindo Peçanha, Guanhães, São João Evangelista e Sabinópolis.”
Sérgio Clementino enviou o texto ora reproduzido do site Raízes Mineiras do Século XIX , juntamente com o primoroso vídeo no Youtube (link abaixo). Trabalho importantíssimo de pesquisa da nossa história. Recomendamos o site Raízes Mineiras fortemente. E agradecemos ao Sérgio a valiosa contribuição.
4 – COBRAS BOBAS


Certamente deve existir alguma benzedeira na Noruega, possivelmente importada do interior de Minas.
Nas pequenas cidades, de poucos recursos, as benzedeiras exerciam a notável função de proteger as pessoas dos perigos a que estavam sujeitas. As bênçãos serviam para espantar todos os males: praga de invejosos, mau olhado, quebranto, espinhela caída, carne quebrada, fogo selvagem, dor de pontada, engasgo, vento virado, hemorroidas, bicheira…
Uma das bênçãos mais requisitadas, principalmente no meio rural, era a Oração de São Bento, para amansar e paralisar as cobras. Durante a oração a benzedeira usava ramos de arruda e alecrim, repetindo: “Cobra, eu te prendo, eu te cato, eu te amarro. Pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela força de São Bento, você não há de picar nem fazer mal a esta criatura de Deus. Viva Deus, morra o mal, cobra boba, cobra mansa”.
As cobras, desnorteadas, ficavam expostas. Dava até dó vê-las confusas, mas seguíamos em frente com total confiança.
No jogo do Brasil x Noruega a benzedeira norueguesa deve ter rezado nos brasileiros, cobrões que jogam nos melhores times. E eles ficaram bobos. O Haaland foi andando devagar em direção à área do Brasil, confraternizou com os nossos jogadores, que responderam alegres, sem entender o que estava acontecendo. Com sua educação nórdica, pediu licença e disse-lhes que iria até à grande área marcar um gol, mas voltaria logo. Ao chegar perto da baliza, subiu alguns centímetros, cabeceou e vimos a bola no fundo da rede antes dos nossos craques, mesmo com o sinal chegando em nossas casas com o delay do Cazé TV.
Esta benzedeira não agiu como as suas colegas daqui, pois avacalhou a vida de todos nós.
5 – A CONSTRUÇÃO DE VENEZA
Petrônio Victor


Impressionante o engenho humano. Veneza é exemplo de inteligência humana empregada para o bem. Será que um dia haverá prioridade para usa-la nesses aspectos, ao invés de guerras e destruições?
Vejam o link do Youtube: https://youtube.com/shorts/8oWze90rHqw?is=YyHpOhEZi_CUkfPq
* A alfaiataria do Enoc, mais do que no consultório médico, era onde cuidavamos da saúde. Não com remédio, mas com muitas risadas e seu humor irreverente e espirituoso. Segundo Fernando Simões, esta era sua agenda semanal: segunda-feira: receber o pano, terça-feira: molhar o pano, quarta-feira: o pano seca, quinta-feira: passar o pano, sexta-feira: riscar o pano, sábado: “no sétimo dia, o homem descansou”, domingo: ressaca e futebol.
Boêmio, gostava das coisas boas, incluindo as biritas.
Preocupado com sua vida, certa vez o Monsenhor lhe disse que deveria frequentar a igreja. Ele respondeu:
– “Mas lá só o senhor é quem bebe!”





