Gustavo Parreiras é um artista multidisciplinar. Mineiro, de Belo Horizonte. É um progressista. Tem 25 anos e mora, atualmente, em Bruxelas. Desde 2022 é Bacharel em Artes do Circo pela École Supérieure des Arts du Cirque (ESAC), com especialização em Mastro Chinês e Acrobacia. Fluente em vários idiomas, circula com desenvoltura por alguns países, como Bélgica, França, Inglaterra, França e Itália onde tem se apresentado com frequência.
Essa experiência tão rica pode ser inspiradora para quem busca ampliar seus horizontes. Vejam abaixo o que ele nos contou.
O INÍCIO
Gustavo – Eu venho de uma família de classe média em Belo Horizonte, frequentei escolas tradicionais e católicas durante minha infância e adolescência. Quando criança estudei na Escola Infantil Stella de orientação pedagógica, um pouco mais alternativa.
Depois fiz educação básica, fundamental e ensino médio no Colégio Santa Marcelina, escola que alia tradição, inovação e tecnologia educacional.
Sempre estive meio conectado à projetos de extensão em artes. Eu tocava violão e guitarra e ia com alguma frequência ao teatro.
Passaram-se os anos e eu continuei numa via muito, vamos dizer assim, padrão. Me formei no ensino médio, entrei numa instituição particular, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), cursando Relações Internacionais e aí, me transferi para uma universidade pública, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para Ciências do Estado.
MUDANÇA DE RUMO


Gustavo Parreiras – Fotografia: @penguin.vagabond
E, já no meio da graduação (na UFMG), aos 21 anos, aceitei convite de uma amiga, Laura Bastos, para fazer uma aula de circo. Eu falei: “Não, que legal, vamos, com certeza, tal”. Com certeza. E, aí fiquei.
Ingressei, então, na Brava Escola de Circo, em Belo Horizonte, administrada por dois artistas, o Pedro Sartori e a Maíra Cesarino. E aí, eu me vi faltando à faculdade para fazer aulas de circo. E, também, de acrobacia.
Depois de alguns meses, o Pedro me perguntou se eu já havia pensado em ser artista de circo profissional e viver de arte, e minha resposta automática foi “Claro que não!”. Ele então me explicou os caminhos possíveis, como fazer uma formação no exterior, por exemplo, na Bélgica, Canadá ou França. Escolas superiores de circo, com o título de universidade, são menos de 15 no mundo atualmente.
E eu, que já tinha uma certa estabilidade, fazia curso superior e tinha um estágio numa startup, reformulei a resposta: “Uai, realmente eu tô gostando tanto disso, por que não tentar?”
Numa ótima parceria, já trabalhando na Brava, então pude ficar tranquilo e treinar mais também”. Ficava na Escola das 8 da manhã às 9 da noite. Tranquei o curso na universidade. Tive um grande apoio do Lucas Deotti, também professor de circo e grande amigo. E treinei muito, muito.
Então assim, minha vida escalou muito rápido, em um ano. Eu era uma pessoa que fazia um curso livre de acrobacia, à noite, para uma pessoa que passou a trabalhar na Escola (secretaria, professor e ajudante), e agora mudaria de país para me dedicar ao Circo, como futura profissão.
O Pedro Sartori avaliou meu desempenho: “Você vai com certeza!”. Respondi: “Então, eu vou com certeza!”
FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS DE CIRCO NA BÉLGICA
As escolas superiores de circo, de forma geral, só aceitam alunos com idade máxima até 25 anos. Por uma questão de resistência física. São três anos de aprendizado e você vai sair com quase 30. E o corpo de um acróbata nessa idade, muitas vezes, já não responde da mesma forma.
O ingresso nessas escolas acontece geralmente em duas etapas: a primeira, com o envio de alguns vídeos editados (em francês) demonstrando suas habilidades: dança, teatro, acrobacia, preparação física e um vídeo de um ato dentro da sua especialidade. A segunda: audição presencial. São selecionados, em média, 15 a 25 alunos por ano.
Nos cursos de graduação em circo, deve-se escolher uma especialidade para graduar-se, por exemplo: acrobacia, trapézio, mastro chines, mão a mão, tecido, faixa, malabares, entre outros. Ao contrário do que muitos pensam, não necessariamente aprendemos um pouco de tudo que há no circo. Na maior parte dos casos, especializa-se em um aparelho.
O período diário na universidade é de 8 às 18 horas: duas horas de aulas na sua especialidade, duas de acrobacia no chão e quatro horas de teatro.
Na minha turma éramos quinze alunos. Falávamos, majoritariamente, quatro línguas: francês, português (eu e uma amiga brasileira, Aline Barros), inglês (universal) e espanhol (oito alunos latinos).
Não existe auxílio ao estudante como ocorre no Brasil. Por estar na ESAC, por ser aluno na universidade, eu tive direito a um visto de permanência no país, que precisa ser renovado todos os anos. Mas é uma burocracia que faz parte da vida, só.
Na ESAC, eu paguei 1200 € por ano. São 100 € como taxa de matrícula para europeu e a gente paga mais a taxa de estrangeiro, que para mim era 11. Ou seja, pagaram 800€ que era 12 vezes mais do que os europeus estavam pagando. Eu, inclusive, tive uma bolsa de 200 € por mês, concedida pelo governo a estudantes menores de 25 anos. O que me ajudou muito. Eu fui da penúltima leva de pessoas a receber esse auxílio. Não existe mais. Com a chegada da extrema direita ao poder subsídios foram cortados.
A gente é estrangeiro e a gente está usufruindo, então tudo certo. E tudo bem, eu entendo.
Agora, hoje, nas escolas de arte a matrícula aumentou tipo 100% praticamente, para os europeus. A taxa para os não europeus foi de 1100 € para 4.200 €. Ou seja, os não europeus estão pagando 5.500€ por ano. Eu não sei se teria tido condição de fazer o curso se fosse agora.
MORAR
Com o passar do tempo vamos nos adaptando e pouco a pouco encontrando nosso espaço, entendendo como a burocracia funciona, como tudo muda. É uma experiência incrível estar fora do nosso país de origem e poder ter uma educação nessa área e, ao mesmo tempo, extremamente desafiador, principalmente tendo que ressignificar a ideia de casa, que agora já está muito longe.
Bruxelas é uma cidade muito cara, então alugamos um apartamento, que chamamos de casa compartilhada: quatro pessoas de diferentes nacionalidades. Somos vários aqui. A convivência solidária evita que a gente fique maluco, com certeza.
APOIO DA FAMÍLIA

Gustavo e seus pais – Rodrigo e Malu – e seu irmão, Rafael
Acho que ter apoio da família ajuda muito. Eu conheço gente que não tem, mas eu ouso dizer que faz uma diferença muito grande.
Sempre tive apoio dos meus pais, principalmente nos seis primeiros meses, assim, financeiramente, porque eu tampouco estava preparado. Era uma ajuda que tinha, vamos dizer, prazo de validade. E não por vontade deles, mas por conjuntura econômica. Imagina, com a moeda daqui o euro, com uma diferença de sete para um em relação ao real. É muito grande a diferença. Meus pais me deram super apoio.
IRMÃO
Eu acho que desde sempre o irmão mais velho inspira o mais novo, né? Desde sempre, eu sei disso. Mas foi a parte mais difícil da mudança, para mim. O meu irmão, o Rafael, era um adolescente. E ao revê-lo recentemente, eu disse: “Deus me livre, Rafael, você cresceu muito, cara. Tipo, nem de tamanho, mas cresceu, sabe? “Não tinha barba, agora tem barba”. E aí eu fico feliz, por saber que eu inspirei muito o Rafa em muitas coisas. E, também, fico muito feliz de ver que ele tem sua própria opinião quando fala: “Não, realmente isso não é para mim, e tal”. E eu acho que isso é super bom. Eu espero, com a minha experiência de vida, ser uma boa influência para ele, né?
INFLUÊNCIA ARTÍSTICA
Minha família sempre esteve muito ligada a todo tipo de arte. Minha mãe, Malu Parreiras, que é publicitária, esteve sempre conectada ao design gráfico e meu pai, Rodrigo Otávio, formado em Ciência da Computação, tem muito apreço pelo teatro. Foi ator, na juventude. Eles têm um carinho muito grande pela arte de forma geral.
E, minha avó materna toca piano desde sempre. É uma coisa muito religiosa para ela. Até hoje, aos 90 anos, ela toca ainda. E sempre vi a dedicação dela. Meu tio Ildeu Luiz toca guitarra e sempre me incentivou. Um outro tio, Luiz Flávio é uma das maiores referências que eu tenho pra música, pois sempre estava escutando MPB, além de ter sido fundador do grupo “Nós e Voz”. Então, bem novinho, eu comecei a tocar violão, e desde então estive meio que conectado com algum tipo de arte. Sempre gostei de desenhar, embora saiba que nunca desenhei muito bem. Apesar de toda a influência, eu seguia meu caminho
Meus pais, eles não sairiam do Brasil se não fosse para ver a minha conclusão da graduação. E poder ficar aqui em casa. Visitamos Paris (França), Amsterdam (Holanda), Bruges (Bélgica) e essa foi uma experiência de viagem bem importante para eles. E, até para mim, para que tivessem um pouco mais de noção da minha vida aqui.
Entendo que o fato de estar cursando circo na Europa, muda um pouco a perspectiva, para os pais, de forma geral. Porque a gente sabe o quanto é difícil essa atividade artística no Brasil. Não é uma coisa fácil de forma alguma. É mais provável ter acesso a uma qualidade de vida um pouco melhor trabalhando aqui na Europa do que no Brasil. Isso eu falo com certeza. São outras as dificuldades que a gente tem por aqui: a burocracia, a língua…
EMPREGOS
Me formei em junho de 2026 e tive o privilégio de começar a trabalhar muito rápido. Desde a graduação, eu trabalhei muito ministrando aulas para principiantes: de acrobacia e de mastro chinês, minha especialidade. O mastro chinês, é como se fosse um pole dance, coberto com borracha, de 6 metros de altura. A gente faz acrobacias do chão mesmo, tipo mortal, essas coisas.
“Pole dance” é uma modalidade de atividade física e expressão artística que combina dança, ginástica e acrobacias em uma barra vertical de metal. É um esporte completo que mistura força, leveza e técnica”
Durante um ano e meio na minha vida aqui, eu fiz sinal, fiz malabares no sinal de trânsito. É, fiz muito, muito sinal aqui. Foi uma coisa que me ajudou muitíssimo em determinada época.
“O malabarismo no sinal é uma manifestação de arte de rua onde artistas utilizam o tempo em que o semáforo fica fechado para apresentar números de manipulação de objetos e garantir o sustento”
Eu aprendi a fazer uma base, para acrobacia, para fazer uma base no sinal. Era o jeito que eu me virava, ainda não falava francês com fluência, com documentos por regularizar, tinha dificuldade em ser contratado. Com o passar tempo você vai entendendo, você vai se conectando com alguém que fala: “Ah, eu tenho uma apresentação aqui, você quer participar?” E eles te pagam e vai, você vai construindo uma rede, pouco a pouco.”
Tem um coreógrafo e diretor aqui na Bélgica, Alexander Vantournhout, que contrata acrobatas para shows baseados majoritariamente em dança: tem os bailarinos do show e os acrobatas do show. Sempre que se viaja, o contrato é assinado antes, cobrindo estadia, alimentação, hospedagem. É muito tranquilo trabalhar na União Europeia.
BUSCAR NOVOS TRABALHOS
O circo tem vários possíveis ramos, desde desenvolver seu próprio projeto, buscar fundos e fazer a difusão e captação de recursos, ou por exemplo apresentar em “dinner shows”e variettes na Alemanha, que é um mercado bem específico. Pode-se também fazer parte de coletivos autônomos, ou fazer parte de duas ou três companhias, tentando sempre encaixar as datas de festivais e apresentações em teatro. Ou estar ligado a apenas uma grande companhia, como Cirque du Soleil ou Eloize, onde se trabalharia muito e a companhia se encarregaria de todas as burocracias relacionadas ao seu transporte e visto, por exemplo. Todas essas possibilidades dependem do seu objetivo de carreira e estilo de circo, onde você está localizado e suas prioridades de forma geral.
Ainda não estou ligado a nenhuma agência. Já tive convites, mas avaliei e, por enquanto, eu prefiro fazer como pessoa física. Agora eu estou buscando outros contratos, mandando e-mails, mandando casting, gravando novos vídeos. É necessário estar treinando para fazer truques melhores ou mais limpos, mais bem feitos. Fazer números melhores e fazer com que as coisas funcionem. Muitas vezes tudo vira trabalho o tempo todo.
O portfólio está no Instagram. As melhores ofertas de trabalho que tive, mais absurdas do mundo, cerca de 90%, vieram pelo Instagram. Sempre tem que tá postando em grande quantidade. Como artista a gente é sempre freelancer, obviamente, a gente sempre tá correndo atrás de trabalho.
APRESENTAÇÕES


Fotografias: @penguin.vagabond
Fiz o festival Sul Filo del Circo, na escola Vertigo (Itália) em julho de 2026, uma audição em Montreal (Canadá) em agosto de 2026, que é uma criação artística para um show de verão.
Nos últimos meses, trabalhei em alguns festivais com a companhia Gorilla Production em um show ao ar livre chamado “A.I thentic”, na Inglaterra, que em alguns aspectos, é quase um anexo da União Europeia, né? O processo de criação dura, em torno de duas semanas. Depois voltamos para um ensaio geral com luz, passar som e apresentações em um final de semana. As coisas são definidas pela estação que você está. Nada é garantido. A gente tem que estar sempre em movimento e buscando.
Essa coisa de fazer uma mudança de carreira foi e é muito forte. Eu conheci, assim, muitos e muitos países. Eu conheço a Bélgica muito bem, assim, já estive em mais de 20 cidades, já fui em mais de 15 cidades na França. É fruto de trabalho, mas parece quase casual. Então, mudou muito a perspectiva.
Acho super legal poder trabalhar em países tão diferentes, conhecer coisas e lugares que eu nunca iria. Conviver com pessoas, majoritariamente, de outras nacionalidades. Então é super curioso, descobrir similaridades, tipo, trejeitos de pessoas, a culinária, porque assim, no final das contas, a gente vai se descobrindo como cultura, como povo.
ARTE
Acho que o ser humano é muito o ser humano porque a gente pode produzir arte. Não consigo valorizar da mesma forma uma música feita por IA e outra feita por alguém que compôs uma música. A questão da valorização é diferente. A IA tampouco cria, ela pega trechos de outras composições que já existem, rouba aquele conteúdo e cola de outra maneira. Alguém recentemente tentou fazer um circo de robô e deu tudo errado. Então, valorizo ainda muito mais a arte genuína, porque é um privilégio muito grande trabalhar com o que eu trabalho.
Tenho mais contato com as artes do corpo: vejo muita dança. O circo brasileiro (Marcos Frota) e o Circo de Soleil têm estéticas muito específicas, muito tradicionais.
Estamos mais atentos ao circo contemporâneo. Aquele que não quer contar, necessariamente, uma história. De forma linear. Prezamos a qualidade do movimento (dos dançarinos e dos artistas de circo). Valorizamos a performance. Tem várias companhias que tem muito essa pegada…
Eu gosto muito do estilo europeu, do circo contemporâneo europeu, mas se eu tivesse as mesmas condições de trabalho e o mesmo estímulo no Brasil, eu me estabeleceria lá.
CONSCIÊNCIA DOS LIMITES DA PROFISSÃO E DO CORPO
Poeta não é gente, é bicho raro
Que de jaula ou gaiola se escapou
E anda pelo mundo às cabriolas,
Aprendidas no circo que inventou.
(Circo – Poema de José Saramago – trecho)
Gustavo – Eu sou mais uma pessoa comum no mundo. Igual a qualquer outra pessoa que tenta, tipo, eu tento bastante. Eu tento ir muito atrás das coisas que quero fazer.
Eu não sou o melhor acróbata do mundo. Eu não sou, assim, a pessoa mais talentosa do mundo inteiro. Eu sou esforçado, com certeza esforçado. Acho que se a gente continuar mexendo, continuar tentando, a gente vai chegar em alguma hora. Eu acho que é muito legal, para todo mundo, saber que dá para fazer.
E aí, ao fazer a opção profissional pela arte, eu consigo identificar melhor o que é certo, a luta por direitos, eu sinto que a realidade me afeta muito mais nesse momento.
Eu acho que se eu estiver aqui, se eu fizer a faculdade que eu fiz, eu tenho o direito de ser artista. E acho que isso se deve muito aos governos de esquerda no Brasil, principalmente, que me permitiram essa possibilidade em algum momento. Ter uma trajetória legal. E aqui na Bélgica também, antes da chegada desse governo. A direita corta muito as oportunidades que a gente possa vir a ter.
“A Bélgica é uma monarquia constitucional federal em que o monarca é o chefe de Estado e o Primeiro-Ministro é o chefe de governo num sistema multipartidário. O governo atual é de direita e centro-direita, liderado pelo primeiro-ministro Bart De Wever (tomou posse em fevereiro de 2025)”
Estive ocupado o verão inteiro, praticamente. Agora eu estou tendo um pouco mais de pausa. Ainda dou minhas aulas em alguns dias, à noite. Cuido bem da alimentação.
A permanência de treinamento na ESAC e em outros espaços é necessário para não perder a forma. A gente se junta até no parque para treinar acrobacia. Sempre tem que estar cuidando do corpo. Ser artista de circo, ser bailarino, isso não é saudável para o corpo. Não é recomendado. Tem que treinar todo dia, fazer musculação e flexibilidade. Eu não conheço uma pessoa que passou pelo período de formação escolar sem ter uma lesão. É importante ter assistência médica.
LAZER


Sempre gostei de me mexer de forma geral, desde patins, skate, mágica, slackline, acredito que fiz várias coisas um pouco. Desde os 15 anos ando de BMX, que é uma bicicleta, uma bicicletinha pequena, de fazer manobras. Sempre vi todas essas atividades como passa tempo, eu me sentia bem, mas eram todas uma maneira de diversão.
Ouço um podcast brasileiro que eu gosto muito, o Xadrez Verbal. É uma revista semanal, em formato de podcast, dedicada à política internacional e à história; para quem quer entender o que acontece no mundo. As notícias e inovações áudio visuais vejo pelo iPad. E gosto de cozinhar, como já disse. Sempre gostei muito de cozinha, de culinária. Eu tenho meu set de facas, no Brasil, que é meu xodó.
Eu tenho tido um pouco mais de tempo para ter um hobby, é muito importante ter um hobby, porque senão tudo vira trabalho e tudo vira qualquer coisa.
O BRASIL É O MELHOR PAÍS DO MUNDO
As pessoas daqui gostam muito do Brasil, identificam um país muito diverso. Têm um carinho muito grande por quem é brasileiro, porque a gente é muito animado: vamos fazer festa, vamos, e vamos dançar, vamos, e vamos fazer alguma coisa, vamos. É emoção.
É quase um estereótipo do Brasil aqui, constatar que brasileiro fala muito alto. Não necessariamente como uma coisa negativa. Somos muito expressivos e nem nos damos conta disso.
Acho que todas as pessoas do mundo conhecem Cidade de Deus, o filme dos diretores Fernando Meirelles e Kátia Lund. E as favelas. A ascensão do funk, todo mundo conhece funk, como nossa música, como uma coisa super feliz. É mais funk do que samba. As pessoas não sabem as músicas, mas todo mundo fala: “Pô, vou sambar.” Isso sim!
Assim, é muito grande a saudade. Todos os dias muita, muita. A única coisa que bate é saudade mesmo, do Brasil, que é aquela coisa que eu não vou mentir, a gente pensa em voltar todos os dias, todos os dias, pô!
A gente vem morar fora, para ter certeza que o Brasil é realmente o melhor país do mundo. Depois de passar o primeiro inverno aqui você vê que o nosso país é muito abençoado por ter o clima que tem. O convívio social aqui é muito frio.
Eu acho que se você perguntasse para qualquer brasileiro que vive aqui, todos diriam que a gente tem certeza de que o Brasil é o melhor país do mundo. Sim. E sempre vai ser.


Fotografias: @penguin.vagabond
PERFORMANCES
2026 – Circus Daggen – Zondehanden | Mai – Hoop Diving com Pedro Osodrac
– EXIT Número de graduação ESAC – FUGA | Jun 2026 – Mastro Chinês
– Sul filo de Circo Festival de circo Vertigo – FUGA | Jul 2026
– Audições coletivas Montreal – FUGA | Ago 2026 – Mastro Chinês
– Gorilla Circus – A.I.Thentic | Ago 2026 – Mastro Chinês & Dança aérea
– Back Pocket – Workshop Nova Criação | Ago 2026 – Hoop Diving | Acrobacia Coletiva
2025 – ESAC Coletivo 2º Ano MONARK – Direção: Aurelia Brailowsky | Fev – Mastro Chinês
– ESAC Solo Segundo ano | Mai 2025 – Mastro Chinês
– HOPLA Festival | Mai 2025 – Duo Mão a Mão com Evelyn Montes
– Abertura temporada Leauven – | Jun 2025 – Mastro Chinês Circus Daggen – Zondehanden |
– Abertura de temporada Mechelen | Set 2025 – Mastro Chinês
– He`s Copying me – Ghant Circusplaeet Cabaret | Nov 2025 – Hoop diving com Pedro Osodrac
– ESAC 3º ano Sufle – Direção: Elodie Donaque & SImon Thierrée | Dez 2025 – Mastro Chinês
2024 – ESAC solo Primeiro ano – Lines | April 2024 – Mastro Chinês
– ESAC Coletivo Primeiro Ano – Direção: Gaelle | Jan 2024 – Mastro Chinês
2023 – Brava Circo – Variedades direção: Luis Sartori | Mar. 2023 – Mastro Chinês e Acrobacia
– Brava Circo – Cabaret Circo do sufoco | Jun 2023 – Duo Mastro Chinês com Pedro Sartori do Vale
– Museum Night Fever Brussels – ESAC | Nov. 2023 – Dança contemporânea e Acrobacias





