A Livraria Ramalhete é daqueles espaços fundamentais em qualquer cidade. Acolhedor, com uma pequena cafeteria, poltronas e mesas confortáveis onde você pode sentar-se, sozinho ou acompanhado, ler e conversar à vontade. Se tiver alguma dúvida, e solicitar, terá indicação de dois craques que cultuam a poesia e os bons escritores. Tem livro, claro, uma enorme variedade. Lá os clássicos reinam, são insistentemente procurados e lideram as vendas com folga.
“Um mapeamento do mercado editorial apresentado recentemente pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), em parceria com a consultoria Nielsen BookData, ofereceu um panorama mais exato do mercado editorial brasileiro. Segundo o Guia de Editoras – Mapa do Setor Editorial Brasileiro, resultado dessa parceria, o Brasil tem hoje 1.047 editoras. Destas, 77% estão na região Sudeste (70% só nos estados de SP e RJ), 13% na região Sul, 5% no Nordeste, 3% no Centro-Oeste e 2% no Norte do país. Os dados chamam a atenção para a desigualdade geográfica na produção de livros no país”
Diferentemente do que o mercado aponta, as livrarias estão crescendo. A venda de livros está em alta novamente. Em 2025 cresceu 2%, se incluir livros de colorir chega a 6%. Mesmo considerando os baixos índices de leitura no Brasil e as inúmeras cidades sem livrarias, o período é de recuperação.
Ah, os dois craques citados logo acima são Álvaro Gentil e Paula Pessoa, os empreendedores que conduzem a união de editora e livraria que batizaram de Ramalhete.
Leiam, a seguir, um pouco da experiência dos dois, para a realização desse sonho.
O INÍCIO
Álvaro – É, tudo começa em Ituiutaba (MG). O meu avô, aos 89 anos, era um leitor habitual dos jornais que à época chegavam lá, um dia depois de editados: o Estadão, o Estado de Minas, o Correio de Uberaba, o Correio do Triângulo. Passava prá eu ler, os cadernos de Cultura… Ele tinha o hábito de uma vez por semana, visitar a Livraria do Cícero Barros, uma livraria maravilhosa com móveis antigos e uma mesa muito grande. Eu devia ter 10 anos e ficava absolutamente encantado. Era quase uma farmácia antiga, as prateleiras escuras, repletas de livros, e esse senhor Cícero Barros lá, de terno, recebendo as pessoas. E eu, uma criança já encantada com a coisa tão clássica, né? Meu avô de terno, de blazer, de chapéu. O principal era o que vinha depois: ele ia ao bar próximo e me oferecia aqueles cigarrinhos de chocolate. Em casa ele tinha uma biblioteca com clássicos: Dom Quixote (Miguel de Cervantes), Os Miseráveis (Fiódor Dostoiévski) e alguns de crônicas e contos de autores como Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Dessa época, tenho uma foto minha, com o uniforme escolar: de short, com cara séria.


Paula – A estante de livros do avô dele é uma memória afetiva e importante, uma segurança.
Álvaro – Quando eu fui alfabetizado eu li a enciclopédia Tesouros da Juventude e livros de Júlio Verne: 20.000 Léguas Submarinas e Viagem ao Centro da Terra. Depois eu fui descobrindo Honoré de Balzac, Marcel Proust, Miguel de Cervantes, além dos nossos Lima Barreto, Machado de Assis e os cronistas, principalmente. Então esse foi o caminho. Depois continuei a vida toda ligado aos livros.
Tive duas passagens por Belo Horizonte.
Por volta de 1984, eu estudava no Colégio Padre Machado, terceiro ano. Eu era bolsista. Fiz agronomia.
Eu descia, no pique, do Colégio até onde eu trabalhava, no Banco Nacional, como office boy. E tinha uma Livraria excelente na Av. Afonso Pena. Toda vez que eu entrava lá ficava doido, começava a pegar um livro, outro e, o gerente de olho… Aí, quando eu fui promovido no banco, passei a escriturário e, fizeram uma outra seleção e eu passei pra Caixa. Eu tinha 18 anos, eu fui o caixa mais novo lá da agência. Salário bom. Peguei um talão de cheques. Só lembrava da livraria. Mal esperando a hora de sair.
Na livraria fui separando uns livros e tal, As Flores do Mal (Baudelaire), Teorema (Pasolini), Vila dos Confins (Mário Palmério). É, peguei pesado. O rapaz, o balconista, perguntou: “Vai levar? Vou”, respondi. Pago com cheque especial. Paguei, nunca mais apareci por lá.
DESCOBERTA DA PROFISSÃO
Álvaro – Voltei pra Ituiutaba. E retornei,10 anos depois, em 1994. “Puxa vida, vou ter que trabalhar, tenho que fazer alguma coisa”.
Passando em frente à Livraria Van Damme eu vi um cartaz branco, escrito “Preciso de rapaz que tenha boa cultura, ame livros. Paga-se bem”. Entrei na hora e falei com o proprietário. Eu ainda tinha um sotaque muito forte: “Eu queria falar com o senhor aí, sobre esse cartaz”. Ele respondeu: “Você acha que se enquadra nisso, meu jovem?”. Ele pegou uma prancheta e falou: “Escreva aqui o nome dos 20 livros que você leu, o título e o autor. Os 20 livros que você mais gostou”. Escrevi. “Você leu isso, meu caro?” Depois de me arguir ele se deu por satisfeito e prometeu me ligar.
Comecei na segunda-feira seguinte. Foi um marco definitivo. Descoberta da profissão, é o que me fez ficar. Era considerada a melhor livraria do Brasil em música clássica. Eu o convenci a incluir naquele acervo maravilhoso uma maior variedade de poesia. Conciliava o trabalho na livraria (de 17 às 20 horas), pois havia tomado posse num concurso na Faculdade de Direito da UFMG, como assistente administrativo, trabalhando (de 8 às 17 hs) com o vice-diretor, Sr. Menelick de Carvalho, um grande intelectual. Fiquei dois anos na UFMG e pedi exoneração.

O seu Johan Van Damme, de origem belga, era essencialmente livreiro astuto. Inteligente para lidar com o dinheiro, sabia vender muito bem. A minha história na Livraria Van Damme foi incrível, porque lá eu vi o melhor acervo que eu podia, livros importados, muito livro de arte. Nós éramos muito diferentes, muito mesmo. Eu tinha muito a ver com ele no trato com os livros, no atendimento ao cliente e ele me ouvia.
Quando eu disse a ele, em 1995, que ia sair para montar uma livraria, ele me ofereceu aumento de salário e condições excepcionais no trabalho.
Só que eu queria ter um cantinho meu. E aí montei o Café Book. Não foi planejado, não foi. Eu poderia ter me estabelecido, estava confortável: tinha dois salários, era funcionário público e tinha ainda um segundo emprego que eu adorava. E o Café Book não foi planejado.
No primeiro sábado, depois que saí da Van Damme, eu voltava da feirinha com minha mãe e, passando na porta do Café Book, conheci a Raquel Mourão Vasconcelos. Ela estava próxima a uma vitrine sem livros, só revistas.
“Você tá montando um café com livros?”, eu perguntei.
Ela falou: “Tô, mas só tem o café. Eu não entendo de livros, de distribuidora”.
O lugar era legal, feito por arquiteto, vitrine. Eu disse que entendia do negócio e propus parceria. Na terça feira voltei e, ela pediu prá eu conversar com seus pais. Deu o endereço: eu fui. O pai, o seu Antônio, era um cara sensacional, como diria meu avô formidável. O “santo bateu”, ele aprovou a sociedade. Assim, a Raquel tornou-se minha sócia lá, junto com meu primo, Giovanni Gentil Sivieri. De 1996 a 2013.
O sr. Van Damme me arrumou uns livros pra pagar em 60 dias. E o restante foram os livros que eu tinha. Eu conhecia as distribuidoras, aí foi. E a localização foi uma sorte, uma conjunção de fatores: próximo ao Jornal Hoje em Dia, ao Tribunal de Alçada, à Secretaria da Fazenda, hospitais, clínicas e o negócio prosperou. Tornou-se uma livraria pequena, sólida e que vendia muito. Durou bons 16 anos. Desfizemos a sociedade. Fiquei, agora só como livreiro, por mais três anos.
No meio dessa história toda tem também a Belas Artes Livraria.
Pedro Olivotto (sócio proprietário do cine Belas Artes) era um dos coordenadores da reforma daquele espaço, onde acrescentaram uma cafeteria bem interessante. Queriam ainda uma livraria, com livreiro. Era 1999. O Pedro veio até o Café Book, pediu sugestão de um livro de poesia. Conversamos uns 40 minutos e ele me convidou para abrir lá uma livraria. – “Eu te dou a estrutura. Pode escolher o que você quiser”
E foi nomeada a Livraria dos Manuscritos. Aproveitando o ensejo, eu e o Marcelo Xavier, editávamos também o Jornal Manuscritos, desde 2001, especializado em literatura. Então foi um sucesso avassalador, virou um point. Conciliava o trabalho nas duas livrarias, com ajuda e parceria do meu primo Giovanni. Foram anos intensos.
A minha ligação com o Café Book era mais afetiva. No Belas (empreendimento estruturado) era quase impessoal. Fiquei acho que uns seis, sete anos lá. Mais tarde, Giovanni também saiu. Foi atuar na área do Direito.
Aí, veio mais uma inquietude. Vou sair daqui e montar uma livrariazinha: Asa de Papel. Um espaço mais alternativo. Fiquei lá de 2014 a 2016. Existe até hoje.
As pessoas achavam que o Marcelo Xavier era o dono e eu era funcionário. Eu adorava isso, entendeu? O pessoal falava, esse rapaz, é amigo de Marcelo. Isso era ótimo. Eu nunca desmenti.
O mais incrível é que o nome Asa de Papel não veio por causa do livro dele. Um dia, eu acordei de madrugada com esse nome na cabeça. Aí, liguei para ele. Ele ficou doido, e fez a logomarca. Ele foi sócio, sem ser. Ele é um mentor ali, ele é o aglutinador. Acho que eu coloquei esse nome de forma assim, inconsciente, uma homenagem.
PAULA É A ALMA DO NEGÓCIO


Aí, eu encontro a Paula, como é que foi a história? A chegada da Paula mudou tudo, pra melhor no meu caso. A chegada dela mexeu com tudo, e eu fui repensando várias coisas, várias situações e várias possibilidades também. A alma desse negócio é a Paula.
Paula – Conheci o Álvaro no Cine Belas Artes. Eu era muito ligada com o Chico meu irmão. E o Álvaro sempre foi referência dele por causa da poesia. Então, foi assim, que eu conheci o Álvaro livreiro.
Na Irlanda, em Dublin, eu frequentei uma livraria em que se fazia leitura da obra de James Joyce. Grupos que se reuniam às quartas feiras, para ler determinados livros. Tem circuito literário, todo um turismo voltado para a literatura. E voltei pra Belo Horizonte decidida a fazer a transição de carreira, inventar um negócio muito prazeroso de fazer.
Eu sabia que só o Álvaro entenderia. Ele topou na hora. Todo mundo ia achar que eu era uma alienígena. Sábado é o melhor dia de livraria. Eu trabalhava em comunicação organizacional, estava procurando uma virada.
Na Asa de Papel, comecei a organizar as leituras e deu muito certo, isso foi muito bom. Eram sábados maravilhosos, ficávamos lendo durante 2, 3 horas. Umas vinte pessoas. Começamos com o livro da Júnia Carvalho, depois obra do Bartolomeu Campos Queiroz. Lemos Tot, de Marcelo Xavier, o Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago.
E aí a gente se aproximou. E nos casamos. Eu tinha uma empresa de comunicação, que transformei numa editora. Deixei a publicidade, o Álvaro a livraria. Foi naquela crise de 2014. E ficamos só com a editora: era uma coisa um pouco mais controlável, mais segura.
O QUE É EDITORA E O QUE É LIVRARIA
Paula – O Álvaro já fazia as duas coisas: livreiro e editor. Só que a editora ficava um pouco escondida ali, no meio da livraria, né? A editora é aquela que faz o livro nascer, que realiza todos os serviços para o livro nascer. E a livraria é o que faz o livro circular, chegar até o seu leitor. Nós optamos por ter só a editora que não teria, por enquanto, o comércio da porta aberta. Então viramos uma prestação de serviço de fazer o livro. No primeiro modelo da Editora Ramalhete, escolhíamos os livros, o Álvaro fazia uma leitura dos originais, conduzia o processo da criação até se tornar livro. Geralmente, eram os primeiros livros da pessoa. Ficamos 11 anos só com a editora. E agora temos as duas funções. Livraria e editora funcionam no mesmo lugar.
LIVRARIA RAMALHETE


Livraria e Clube de Leitura
Paula – A livraria nasceu agora, em 2026. O empreendimento vai se desenvolvendo, com as pessoas chegando, com as crianças e seus pais. Voltamos com o Clube de Leitura, que a gente chama de “Janela para o Leste” em parceria com a editora Ars Evita (publicam autores contemporâneos, do leste europeu). Serão quatro encontros esse ano.
Tudo é importante no encontro do Clube de Leitura: falar sobre o autor, sobre o contexto histórico, sobre o contexto político, sobre a inspiração, sobre a linguagem do autor, sobre a teoria da literatura, sobre as variações de gêneros no mesmo gênero.
Mas o mais importante, o que vale: 1) o encontro presencial, as pessoas; 2) a escolha de um bom livro.
O nome é o mesmo. A livraria, é uma livraria geral, tem todos os livros da editora. Mas, tem um diferencial. São livros, vamos dizer, mais clássicos. Outro dia um cliente definiu como uma livraria “antimoda”. Então eu acho que é isso, sabe? É isso, livraria. O Álvaro traz esse dom, esse conhecimento, esse histórico, esse talento com o livro. É um negócio que ele já nasceu com isso e desenvolveu durante a vida. É uma livraria de livreiro. É uma livraria de quem gosta de ler. É curadoria. É seleção. Outra cliente disse: -“Não vi nenhum bestseller em cima da mesa”. Eu pesquiso muito o que está acontecendo neste momento. Agora, “os da literatura, os fora de moda que estão aqui, são os que mais vendem”.
A nossa chama é essa vitrine. Ela garante a venda diária de quinze livros, pelo menos. Você pode ficar o dia inteiro olhando os livros.
Álvaro – Eu digo ao cliente: -“Se precisar de alguma ajuda, eu tô por aqui. Talvez eu possa te ajudar.”
Eu me lembro da crise de 2014. Foi uma crise enorme pro comércio, um negócio seríssimo. E a livraria começou, organizada, com boas perspectivas. Mas eu estava desorganizado, internamente desorganizado. É, eu não estava no ofício. E a Paula me resgatou disso. E quando veio essa crise, achei melhor vender a Asa de Papel.
A EDITORA
Álvaro – Iniciamos em 2015 as nossas atividades em Belo Horizonte (MG). Só então nós fomos efetivamente montar a Editora Ramalhete. Nossa linha editorial contempla a literatura em geral (poesia, romance, contos, infanto-juvenil etc.), livros de arte, estudos acadêmicos, história de famílias e organizações, entre outros.
Foram duas viradas: eu porque estava esgotado, saturado e a Paula porque desejava uma mudança. Ela trouxe além da experiência administrativa a condução na parte fiscal, comunicação visual e empresarial e parceiros da produção gráfica na revisão: papel, tipografia e impressão. O Marcelo Xavier criou a logomarca. A editora proporcionou que trabalhássemos juntos. Eu precisava me distanciar, me refazer um pouco. E agora, depois de 10 anos com a editora, estamos retornando com a livraria. O diálogo, a conversa permanente entre livraria/editora acaba nos fortalecendo. Porque quando uma está no aperto, a outra segura. Eu sou essencialmente livreiro, não editor. Mas vai funcionar junto. Publicar Alfonso de Guimarães. E alguns bons autores contemporâneos. Nós dois somos a Ramalhete. Estamos num momento de transformação, trabalhando com os livros que já estão em produção para entregar. Reposicionando.
Queremos continuar publicando obras de domínio público. Começamos com Machado de Assis – 10 Contos (organizado por mim), o próximo será Lima Barreto. No futuro, Graciliano Ramos. Publicar os que a gente gosta.
E selecionar mais os livros que chegam. Eu sempre falo com o autor: o seu nome está na capa, mas o nosso e o da editora também. Eu quero que o seu livro dê certo. É sempre bom falar a verdade, a gente nunca perde. Tem muita gente achando que pode escrever qualquer coisa. Não é o caminho natural.
Nossa intenção primordial é estarmos sempre próximos ao autor, buscarmos personalidade e qualidade para cada obra, em respeito e compromisso com o leitor.
Eu comecei como editor, como um aventureiro irresponsável. Não sabia nada. Aprendi que da gestação até o livro ficar esteticamente pronto é preciso: 1) trabalho editorial 2) preparação de texto 3) designer 4) revisão de projeto gráfico, ou seja, arquivo, capa, miolo, diagramação, digitação 5) parte administrativa 6) a relação com o autor 7) os prestadores de serviços. O editor é o maestro de tudo.
O diálogo, o respeito, a conversa, o estar junto da equipe é importante. E não é só como atendimento. É com a equipe. A questão é depois da obra impressa, porque aí vem a montagem dos cadernos e o acabamento. O mais melindroso é o acabamento: dobrar a orelha, refilar, passar verniz ou fazer cola. Imprimir folha por folha: de um lado e de outro. Hoje é possível programar, foi um avanço fabuloso chegar ao formato atual. Porque o livro é dividido em cadernos múltiplos de quatro, geralmente 16 caderninhos, 16 páginas. Agora já sai pronto na máquina. Digital. É bonito ver a entrada de um livro na impressão.
Como dizia o seu Johan Van Damme, os livros têm sentimentos, têm alma. Saiba como pegá-los. Do jeito que a pessoa pega no livro, eu sei se ela gosta ou não.
Paula – A Ramalhete está de vento em popa. A editora, procuradíssima. E a livraria é um lugar onde você vem exercitar as suas vontades, seus sentimentos e até comprar um livro.
Jornal – Casar e trabalhar juntos é difícil?
Paula – É. Casar é muito difícil. Trabalhar junto é muito difícil. Juntos, é igualmente difícil e bom também. Isso aprofunda a união, hoje funcionamos em dois. É muito mais conexão. Claro que tem momentos que são desesperadores. Vontade de chorar, vontade de matar. Nos casamos, eu já era mais velha, o Álvaro também. Ser casal mesmo, eu acho que isso aprofunda mais a coisa, então viver a dois é muito melhor do que viver sozinho. Temos o hábito de ler em casa, nas situações cotidianas. Um lê para o outro, isso é muito comum, fortalecedor. É uma coisa que você vai construindo com o tempo. Eu acho que até, por exemplo, para a livraria ou para a editora também é uma coisa boa.
“Ramalhete é um pequeno molho ou feixe de flores reunidas pelas hastes. O termo também pode significar um conjunto de trechos literários ou musicais selecionados, ou um grupo de coisas bem escolhidas”
Jornal – “Sem querer fui me lembrar. De uma rua e seus ramalhetes” Caríssimo leitor, a canção do Tavito pode vir, sem querer, à sua memória. Aí, é só se lembrar de outra rua, a Pernambuco, 1000. Na Savassi. E dar uma passada por lá. Você não vai se arrepender. A Paula e o Álvaro esperam por você.


ÁLVARO GENTIL – Editor e coordenador editorial de publicações literárias (desde 2033) nas editoras Manuscritos e Asa de Papel (até 2015) e Editora Ramalhete (desde 2015), responsável pela publicação de diversas obras de literatura e arte. Cerca de 500 livros editados.
Participação em feiras de literatura. Livreiro, em Belo Horizonte (MG), com Passagens pela Livraria Van Damme (1994 e 1995), Belas Artes Livraria (2003 a 2006), Café Book (1996 a 2013), Livraria Asa de Papel (2014 a 2016). Livraria Ramalhete (desde 2026).
Fundador e editor do Jornal Manuscritos (desde 2001). Membro da Diretoria da Câmara Mineira do Livro (2023 – 2024).
PUBLICAÇÕES:
– “Lôlo, o menino distraído”. Gentil, Álvaro. Belo Horizonte: Editora Ramalhete, 2021.
– Antologia Brasileira – Poesia; Organizador Álvaro Gentil – 1 ed. Belo Horizonte: Editora Ramalhete. Selo: Dinossauros, 2022
– Antologia Brasileira – Contos; Organizador Álvaro Gentil – 1 ed. Belo Horizonte: Editora Ramalhete. Selo: Dinossauros, 2022
– Machado de Assis 10 Contos; Organizador Álvaro Gentil – 1 ed. Belo Horizonte: Editora Ramalhete. Selo: Dinossauros, 2025


PAULA PESSOA – Produtora executiva de publicações literárias, organização de eventos de estímulo à leitura e encontros de literatura (desde 2015). Produtora executiva em A Ramalhete Edições Ltda – Livraria e Editora Ramalhete. Produtora executiva em mais de 300 livros Ed Ramalhete.
Participação em Feiras de literatura/ Organização de Grupos de leitura de livros. Produtora e jornalista em veículos de comunicação, produtora em programas culturais em Belo Horizonte (1992 a 2001). Jornalista e Assessora de comunicação organizacional (2001 a 2014).
Professora e pesquisadora das áreas de Gestão Social, Ética e Responsabilidade Social, Gênero e Empreendedorismo, Governança, Inovação Social e Desenvolvimento Regional (desde 2007).
PUBLICAÇÕES:
– PESSOA, Paula: O rosa na cidade, A arborização em Belo Horizonte, Nome e sobrenome: o perfil botânico do Ipê-rosa (textos) In LAMOUNIER, Rodrigo (org) “Os mais belos Ipês-rosas de Beagá” (1ª Ed. Belo Horizonte, MG. Ramalhete, 2023).
– VALE, Gláucia (org.); PESSOA, Paula. “João, Meiga e um lugar chamado Muzambinho: vida e legados de João Marques de Vasconcelos e Meiga Villa Boas ” (1ª Ed. Belo Horizonte: Ramalhete, 2022).
– Richesses en partage au Brésil et en France. Approches socio-spatiales croisées dans le Minas Gerais et le Nord-Pas de Calais. France: Press Universitaire du Spetentrión, 2020. Chapitre.
D’une richesse à l’autre: le foncier de l”activité minière em France et au Brésil. Guillaume Schmitt, Rita de Cassia Martins de Souza, Denise de Castro Pereira, Paula Pessoa de Castro Gentil, Luiz Antônio dos Santos Filho, Fabiana Oliveira Araújo, Catherine Bertram, Marie Patou, Yves Dhau-Decuypère.
– PATRUS-PENA, R; CASTRO, P.P “Ética nos Negócios: Condições, Desafios e Riscos” (1ª Ed. São Paulo, SP, Atlas, 2010).





